Onde termina a Avenida Afonso Pena, em BH? Resposta surpreende e lembra cobertura marcante da Itatiaia
Programa Rádio Vivo exibe a série especial ‘BH como eu te vejo’, que celebra os 127 anos de BH e relembra coberturas marcantes da Rádio de Minas na avenida Afonso Pena

Nesta semana, a Itatiaia contou um pouco da história de Belo Horizonte e da própria rádio a partir do trajeto da Avenida Afonso Pena. E tudo que começa tem um fim, incluindo a própria avenida. Com pouco mais de 4 km, a avenida começa na Praça Rio Branco, a Praça da Rodoviária, e vai até a Praça da Bandeira, no Mangabeiras.
Mas tem muita gente que acha que Afonso Pena vai até a Praça do Papa, como conta a vendedora Renata, que trabalha há 10 anos em uma barraca de coco. "Pessoal chega aqui achando que aqui faz parte da Afonso Pena, só que aqui é Avenida Agulhas Negras, né? Do bairro Mangabeiras", explica.
"Eu gosto de áreas verdes, da natureza. Eu gosto do pessoal aqui também, muito gente boa, a própria Renata, os outros frequentadores aqui também, o pessoal que trabalha", conta.
Visita do Papa
Flávio era apenas uma criança e a banca de coco da Renata ainda nem existia quando a Praça Israel Pinheiro - o nome 'de batismo' da Praça do Papa - viveu seu momento mais marcante. Foi quando ela se transformou em Praça do Papa. A Itatiaia, como sempre, esteve presente.
"A riqueza maior deste país, imensamente rico, são vocês. Por isso este país e a igreja olham para vocês como um olhar de expectativa e de esperança. Olham como eu e dizem: "Eis um belo horizonte, um belo horizonte do futuro.
Mudança no traçado original
Nem Praça do Papa e nem Praça da Bandeira - no traçado original da Aarão Reis, a avenida Afonso Pena terminaria onde hoje é a Praça Milton Campos, no cruzamento com a Avenida do Contorno.
Ali nao existiria nem Praça, seria uma catedral metropolitana com capacidade para receber 12.000 fiéis. Porém, a cidade precisava crescer e a Prefeitura tinha que fazer uma ligação entre o centro e a região das Mangabeiras. Com isso, a ideia foi abandonada.
Fato é que a catedral não saiu do papel, mas a Praça do Papa acabou se tornando, sem querer, uma forma de retomar aquela ideia inicial. E é dessa praça, no alto das mangabeiras, que a gente encerra essa série de matérias especiais.
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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



