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'Fé, tradição e renda extra': Natal impulsiona venda de presépios feitos no Jequitinhonha

A produção costuma se concentrar nos meses de setembro e outubro, mas as encomendas acontecem ao longo de todo o ano

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Presépios religião
Foto por: Elisângela Lopes de Souza

No Vale do Jequitinhonha, onde o artesanato em barro é tradição e fonte de renda, o período natalino representa aumento significativo nas vendas. Ceramistas da região apostam na produção de presépios para o Natal e esperam faturamento acima da média dos demais meses do ano.

Na comunidade de Campo Alegre, a artesã Rita Gomes conta que a data impulsiona a criação de peças religiosas.

Por conta do Natal, faço esculturas para compor o presépio, como o Menino Jesus, Maria, José, os Três Reis Magos, o anjo e os animais.

explica.

artesã vale do  jequitinhonha

Nos demais meses, a renda vem principalmente das tradicionais bonecas-moringas, vasos e peças utilitárias. No Natal, porém, os traços marcantes inspirados nas pessoas do Vale e no imaginário popular ganham forma nos presépios. A modelagem em barro tem origem histórica na região e surgiu como alternativa acessível para a manifestação da fé em casas e igrejas.

Atualmente, essa tradição garante trabalho e renda para diversas artesãs. Os presépios e outras peças em cerâmica integram a coleção da marca território Vale do Jequitinhonha, iniciativa apoiada pelo Sebrae Minas. Segundo a instituição, o objetivo é valorizar a origem dos produtos, proteger os artesãos de cópias e incentivar o artesanato como atividade econômica.

Identidade e origem

Há cerca de 20 anos, o Sebrae desenvolve projetos de Identidade e Origem em Minas Gerais para fortalecer territórios e ampliar o reconhecimento do artesanato no mercado. Em 2021, quatro associações da região se uniram para criar o Conselho das Artesãs do Jequitinhonha, responsável por proteger e promover a marca território que identifica o artesanato do Vale do Jequitinhonha.

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A iniciativa também apoia o acesso a mercados e a participação dos artesãos em eventos nacionais, como a Fenearte, a Feira Nacional do Artesanato, o Salão do Artesanato de São Paulo e Brasília, além de exposições em espaços culturais de destaque.

Outro projeto desenvolvido na região é a Viagem para a Origem, que promove a aproximação entre lojistas, curadores e comunidades artesãs, fortalecendo a valorização do trabalho local e incentivando a compra direta dos produtores.

(Sob supervisão de Lucas Borges)

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.