‘Não aguento mais’, diz dona de comércio em BH furtado mais de trinta vezes
Lanchonete foi furtada na madrugada deste sábado de novo (29)

“Eu ‘tô’ pra desistir. Eu ‘tô’ pra desistir, porque eu não aguento mais. Eu não aguento. Está complicado, eu ‘tô’ insegura, ‘tô’ me sentindo desamparada”, afirma Neusa Santos, proprietária de uma lanchonete que foi invadida e teve produtos furtados na madrugada deste sábado (29). Segundo ela, o estabelecimento, localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte, já foi alvo de furto 35 vezes nos últimos cinco anos. A última ocorrência havia sido em 24 de julho.
Neste sábado, Neusa relatou que foram furtados o microondas, o botijão de gás e bebidas, além do medidor de energia, o que fez com que ela ficasse sem energia. “Hoje é um dia esperado, como sempre, porque tem jogo na Arena [MRV] e é um dia que ajuda bastante a gente. E hoje a gente ia fazer lançamentos de produtos novos aqui na lanchonete para atrair mais clientes e simplesmente tivemos essa surpresa, não vai ter como fazer porque a gente está sem energia”, disse.
Neusa contou que precisou dispensar os funcionários que viriam trabalhar neste sábado durante o jogo do Atlético na Arena, que fica próxima à lanchonete. Segundo ela, o prejuízo pode ser ainda maior caso a energia demore a ser restabelecida, visto que há alimentos e bebidas que precisam ser refrigerados.
Além dos itens furtados, Neusa conta que os criminosos colocaram fogo na bíblia que ela tinha há mais de 30 anos.
A Itatiaia procurou a Cemig para saber se a companhia foi acionada e se há previsão para restabelecimento da energia e aguarda retorno.
Jornalista formada pela PUC Minas, é repórter multimídia da Itatiaia com foco na editoria de Cidades. Estagiou na emissora por dois anos e atuou na Brazilian Traffic Network como repórter de trânsito em emissoras de BH. Vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo Universitário 2024 e do Intercom Sudeste 2025.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.




