Mulher vítima de violência doméstica que matou marido com pedradas continuará presa na Grande BH
Cansada de apanhar, ela é suspeita de matar o homem, coloca pimenta na boca dele e espera a PM tomando cerveja
A mulher, de 46 anos, presa, suspeita de matar o companheiro, Marcos Vinicius Anjos Silva, de 48, após ser agredida, continuará presa. Essa foi a decisão do juiz Rodrigo Martins Faria em audiência de custódia que ocorreu por meio de videoconferência. Sendo assim, a prisão em flagrante foi revertida em preventiva nessa terça-feira (10).
Conforme o documento, "há indícios razoáveis de eventual perigo gerado pelo estado de liberdade do autuado, pois conforme se indefere dos autos, a autuada, supostamente, teria matado seu companheiro com pedradas no rosto e na cabeça e, após, encheu a boca deste com pó de café e pimenta, pois estava 'agonizando demais'". O magistrado argumentou a decisão como uma forma de garantir a ordem pública.
O crime ocorreu na Rua Cristina, no bairro Jardim Nazareno, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa segunda-feira (10). Conforme a Polícia Militar (PM), o casal estava bebendo quando uma discussão se iniciou. A briga persistiu por algumas horas e, em determinado momento, Marcos agrediu a mulher batendo a cabeça dela contra a parede e machucando também o pulso dela.
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Diante disso, segundo a versão da mulher à polícia, ela esperou o marido cochilar para dar uma pedrada contra a cabeça do homem. Depois, conforme a PM, ela colocou pó de café com pimenta na boca dele. Quando a polícia chegou ao local, se deparou com o corpo no chão e a mulher sentada ao lado, tomando uma cerveja e fumando um cigarro.
À Itatiaia, ela confessou o crime e relatou como foi a agressão sofrida por ela. “Ele socou minha testa na parede. Foi quando eu caí no chão. Ao tentar levantar, ele pegou meu braço”, relatou.
Depois disso, foi vítima de outro golpe na cabeça. "Amassou minha testa. Me deu um chute na barriga, pegou no pescoço. Liguei para a polícia às 16h30", disse. A suspeita contou que tentou envenenar o homem chumbinho. Mas o plano não funcionou. “Foi legítima defesa”, disse.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.




