Mulher morta que teve corpo jogado em barranco é velada em Vespasiano; enterro é nesta tarde
Mãe da vítima disse que companheiro da filha era violento e a agredia com frequência

"Ele batia muito nela. Ele espancava ela muito. Ele bebe demais, cheira. Ela não podia nem trocar uma roupa de cama, ele batia demais nela", desabafou a mãe, Ana Francisca de Jesus.
Além disso, ele declara ser inocente tanto que, na noite da morte de Alessandra, procurou a polícia e foi dispensado, retornando para casa. No dia seguinte, quando estava saindo de casa para retornar ao sistema prisional, foi abordado pela polícia.
Ameaças
Segundo familiares e amigos, Alessandra vinha recebendo ameaças do ex-companheiro, um homem com passagens pela polícia que cumpre pena no sistema prisional e teria sido liberado por meio da saída temporária (“saidinha”).
Após ser baleada, o corpo dela foi jogado em um barranco, e os bombeiros precisaram ser acionados para retirá-lo do local.
Alessandra era bastante conhecida no bairro e dezenas de pessoas acompanharam o trabalho da perícia. A mãe, em estado de choque, comoveu os presentes. A jovem deixou um filho de 8 anos.
“Essa tristeza chocou o bairro. As amigas dela estão arrasadas. Recebi a notícia dentro do ônibus, fiquei pálido. Ela era uma moça trabalhadora, guerreira, sempre pronta a ajudar,” disse à Itatiaia o padrasto, Genivaldo Ananias da Silva.
"Ele não aceitava o fim do relacionamento. Brigava com ela, batia. Ela chegou a me pedir ajuda pra sair desse sofrimento. A gente só quer justiça. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém".
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.



