'Estava cantando ópera quando confessou o crime', diz tio sobre homem que decapitou a mãe em BH
Carlos Murilo Rodrigues relatou em entrevista à Itatiaia que o sobrinho estava com 'mania' de cantar ópera desde quando voltou a morar com a mãe

O homem de 27 anos preso após ter confessado decapitar a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54, na casa em que moravam em Belo Horizonte, estava cantando ópera no momento em que uma equipe da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) entrou no apartamento localizado no Bairro Ermelinda, Região Noroeste da capital, e lhe deu voz de prisão. A informação foi divulgada pelo irmão da vítima, Carlos Murilo Rodrigues em entrevista à Itatiaia, durante o velório de Jussara nesta terça-feira (23).
Carlos Murilo é policial reformado. Ele contou à reportagem que o sobrinho confessou o crime, enquanto cantava, segundo o que os policiais disseram. "Assim que o policial entrou no apartamento, relatou que encontrou ele [filho de Jusarra] cantando ópera e falou: 'matei minha mãe, não tem jeito de fazer mais nada'. Na condução dele, o policial também me falou que ele foi cantando ópera. Ele nem sabe o que fez, só falou 'matei minha mãe', mas para ele é natural", disse.
Jussara e o filho dela, que não teve identidade divulgada, estavam morando juntos há cerca de seis meses. Antes, o homem morou por aproximadamente cinco anos em Portugal com o pai e outros irmãos. Carlos Murilo relatou que o sobrinho estava com "mania" de cantar ópera desde então. "Ele só cantava ópera", disse acrescentando que já havia comentando com outros familiares acreditar que o sobrinho "não estava legal". "Você estava conversando com ele e ele estava cantando ópera. Ligava e ele dizia: 'aí tio, olha para você ver' e começava a cantar ópera", descreveu.
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O corpo de Jussara Maria Rodrigues foi velado nesta terça-feira (23), no bairro Jardim Alvorada. O sepultametno está marcado para às 15h, no Cemitério Jardim da Paz, localizado no bairro Caiçaras.
Tio espera que sobrinho receba tratamento
Durante a entrevista, Carlos Murilo destacou, ainda, esperar que o sobrinho receba o tratamento necessário para esquizofrenia. Ele confirmou que o homem tinha prescrição médica para alguns remédios psiquiátricos e afirmou que a família deve o acolher.
"Ele cometeu esse erro e sei que não estava no seu juízo perfeito. Temos que entender, como família que ele é uma pessoa boa", disse Carlos Murilo, acrescentando que o sobrinho, "por trás dessa maldade", tem um "coração bom" e é um "homem inteligente e carinhoso".
O tio disse, por fim, que a família deve trabalhar para entender a situação e recuperar o sobrinho: "Já perdemos a mãe e perder ele simplesmente por um sentimento de raiva, de ódio, por ele ter matado, acho que não é o caminho", enfatizou.
O que se sabe sobre o crime

- Jussara foi encontrada decapitada na residência em que morava, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte, no dia 22 de junho. Em entrevista à reportagem, um irmão dela a descreveu como uma pessoa trabalhadora, comunicativa e dedicada aos filhos.
- O filho dela, de 27 anos, é suspeito de cometer o crime e teria esquizofrenia, conforme repassado pela Polícia Militar e parentes.
- Ele estava na cena do crime e foi preso em flagrante. No momento da abordagem, confessou o crime.
- Parentes afirmam que há cerca de duas semanas, um espisódio de violência já havia dado sinais do perigo. O filho teria revirado a casa e trancado a mãe do lado de fora em uma noite fria. O irmão, ao chegar para socorrê-la, tentou acionar a polícia, mas foi impedido pela irmã, que queria proteger o filho.
- A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.




