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MPMG denuncia suspeitos de matar motorista de app enforcado; veja o que diz o documento

Duas mulheres, um homem e um adolescente, com idades entre 16, 25, 29 e 31 anos, já haviam sido detidos pela Polícia Civil

Por e 
Suspeitos de envolvimento com a morte do motorista de aplicativo Leone Lucas dos Santos, 22 anos, são denunciados • Divulgação/ PCMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nessa segunda-feira (15), três suspeitos de envolvimento na morte do motorista de aplicativo Leone Lucas dos Santos, 22 anos, que foi enforcado e teve o corpo jogado em um em Itabirito, na região Central de Minas. A peça foi assinada pelo Titular da 2º Promotoria de Justiça, Umberto de Almeida Bizzo. Duas mulheres, um homem e um adolescente, com idades entre 16, 25, 29 e 31 anos, já haviam sido detidos pela Polícia Civil.

Conforme a denúncia que a reportagem da Itatiaia teve acesso, os suspeitos, com exceção do adolescente, caso a Justiça aceite o pedido do MP, responderá pelos crimes de roubo que resultou em morte, ocultação de cadáver e de corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos.

Dinâmica do crime

De acordo com o inquérito, no início da madrugada do dia 29 de dezembro, na BR-356, entre Nova Lima e Itabirito, os denunciados, junto com o adolescente "subtraíram para si coisas alheias móveis pertencentes à vítima Leone Lucas dos Santos, mediante violência que resultou na morte da vítima, bem como ocultaram seu cadáver".

Ainda segundo a investigação , o grupo estava às margens da rodovia, nas proximidades do restaurante Rancho do Boi, onde solicitaram uma viagem por aplicativo com destino a Itabirito. A vítima aceitou a solicitação feita por meio do celular de uma das mulheres.

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No caminho, conforme a MPMG, Leone parou em um posto de gasolina para abastecer o veículo. "A certa altura da corrida, o denunciado simulou que estava passando mal, com o objetivo de forçar a vítima a parar o veículo na Rodovia."

O telefone celular da vítima foi jogado fora pela denunciada e o mais jovem assumiu a direção do veículo. O corpo da vítima Leone foi colocado no banco traseiro do veículo. Em determinado momento, um deles percebeu que a vítima ainda poderia estar viva e o enforcou novamente.

O adolescente dirigiu até a entrada de Itabirito e, de cima de uma ponte sobre o Rio Itabirito, o corpo foi jogado. "Os denunciados empreenderam fuga logo após, logrando êxito em subtrair o veículo e os pertences da vítima Leone”, descreve o documento.

O telefone usado para pedir a corrida foi quebrado e o grupo tentou atear fogo nos objetos da vítima. Em seguida, o carro da vítima foi abandonado.

Ameças

Por medo, o grupo se entregou. "Os denunciados e adolescente buscaram se esconder em diversos locais, até O momento em que decidiram prestar seus depoimentos perante a Polícia Civil, tendo em vista supostas ameaças e represálias feitas por parte de terceiros, em razão da morte da vítima”, descreve o documento.

"Assim agindo, incorreram os denunciados J.D.P, P.P.O e J.C.R. nas disposições do art. 157, 83º, inciso II e do art. 211, ambos do Código Penal e do art. 244-B da Lei nº 8.069/90, razão pela qual requer o Ministério Público seja autuada e recebida a presente DENÚNCIA, instaurando-se a respectiva ação penal, imprimindo- se o rito procedimental previsto no artigo 394, 81º, inciso I, do Código de Processo Penal, inclusive com a intimação das testemunhas e informantes abaixo arrolados para serem ouvidos, prosseguindo-se até final decisão condenatória", disse.

O órgão ainda pede a fixação de indenização mínima pelos danos materiais e morais causados à vítima.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.