Motociclista morto em enxurrada em BH será velado nesta quarta-feira (4)
João Lucas da Cruz, de 23 anos, conduzia uma moto quando foi arrastado pela força da água durante chuva intensa e ficou com uma das pernas presas em um bueiro; ele foi resgatado já sem os sinais vitais e não respondeu as tentativas de reanimação

O motociclista João Lucas da Cruz, de 23 anos, que morreu após ser arrastado pela enxurrada e ficar preso em um bueiro durante chuva intensa que atingiu Belo Horizonte, será velado nesta quarta-feira (4), no Cemitério Bom Jesus, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O jovem conduzia uma moto quando foi arrastado pela força da água durante chuva intensa e ficou com uma das pernas presas em um bueiro na esquina da Rua Joaquim Correia de Aquino com a Rua Maria José de Jesus, no bairro Camargos, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
A cerimônia irá começar às 9h com previsão de encerramento às 11h. O motociclista foi identificado por meio do chassi da moto. A placa não foi encontrada e pode ter sido levada pela enxurrada. De acordo com o tenente Moisés Amorim, do 5.º Batalhão do Corpo de Bombeiros, um homem que passava pelo local encontrou a vítima ainda com vida e tentou prestar ajuda, mas não conseguiu. Os militares estavam nas proximidades, atendendo a outra ocorrência de alagamento, quando foram acionados.
“Na hora em que essa primeira pessoa passou, ela verificou que a pessoa ainda estava com vida, pedindo socorro, tentou auxiliá-la, mas não conseguiu”, relatou o tenente em entrevista à Itatiaia.
Quando os bombeiros chegaram, o jovem já estava sem sinais vitais. O tenente Amorim explicou que a força da enxurrada pode ter provocado a queda do motociclista e feito com que ele fosse arrastado até o bueiro.
“Pode ser por isso que a pressão da água derrubou o motociclista e ele foi tragado”, explicou.
Moradores relatam alagamentos frequentes
Moradores da região denunciam que a rua onde João Lucas morreu registra alagamentos frequentes, mesmo quando o volume de chuva não é tão intenso.
Em entrevista à Itatiaia, o autônomo Marco Vinício disse que foi ao local depois do acidente. Inicialmente, ele ficou preocupado com a possibilidade de a vítima ser alguém da família.
“Foi tenso, foi complicado, cara, ficava muita água. Mas aqui pode chover até pouco, porque aqui alaga, sempre foi assim. Choveu, vocês podem vir qualquer dia de chuva aqui, que aqui alaga”, afirmou.
A esteticista Viviane Lopes contou que passa pelo local com frequência de moto e que já presenciou outros alagamentos.
“É triste a gente ver que em 20 anos a mesma coisa, a água subindo. Eu, além de ser esteticista, também sou motoqueira. A prefeitura não faz nada, espera perder uma vida. Quando enche aqui, a nossa roda da moto, a traseira puxa. Então, provável que esse acidente tenha sido, esse acidente com ele, deve ter sido puxado, porque a força da água. É triste perder uma vida bem nessa época e aqui no lugar que sempre. A gente vê, e as pessoas não fazem nada”, explicou Viviane.
Em nota, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou que já possui projeto para ampliar a capacidade de drenagem na Rua Professor Silveira Neto, com intervenções também na rede pluvial que passa pelo interior do quarteirão com a Rua José Nunes Carvalho e na Rua Joaquim Correa de Aquino, no bairro Camargos.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, Portal R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Em 2025, ficou em 2º lugar na categoria áudio da etapa mineira do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso




