Morre Dona Albertina, benzedeira de 105 anos que curava com faca no Sul de Minas
Prefeitura de Extrema, no Sul de Minas, prestou homenagem à Dona Albertina, considerada “um dos maiores exemplos de vida cristã”

Conhecida por “curar” com a fé e uma faca, Albertina Coutinho Barbosa, conhecida como Dona Albertina, morreu aos 105 nesta quinta-feira (20). Moradora ilustre de Extrema, era uma das benzedeiras mais antigas do Sul de Minas.
Ela estava com pneumonia e chegou a ser internada para tratar a doença, mas não resistiu. Velório e sepultamento foram nesta sexta-feira (21).
“Hoje, despediu-se de nós, uma grande mulher extremense: D. Albertina. Partiu para junto do Pai, a mulher santa que solicitou um Santo Cruzeiro para Extrema.
E quando explicou o motivo pelo qual fazia esse pedido disse: peço que o Santo Cruzeiro fique num lugar bem alto para que todas as bênçãos recaiam sobre nossa cidade. D. Albertina abençoou por mais de 80 anos todas as pessoas que chegavam até ela, sem nunca fazer qualquer distinção.
Seu tempo era o tempo do amor; Sua voz era um canto de alento e calmaria; Sua presença e seu instrumento de reza sobre o fogão nos fortalecia, nos enchia de graça e de fé!
D. Albertina deixará um vazio imenso em nossa cidade, nos deixará órfãos de um dos maiores exemplos de vida cristã. Esteja nos braços do Pai D. Albertina, porque nós, extremenses, estaremos sempre nos seus, que tanto nos acolheu!”
* Sob supervisão de Enzo Menezes
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



