Itatiaia

Mais de 800 veículos clandestinos são apreendidos em MG; saiba como se prevenir antes de viajar

Especialistas orientam passageiros a desconfiar de preços muito baixos e verificar a empresa, o veículo e as condições do serviço antes de embarcar.

Por
Teófilo Otoni, Montes Claros, Belo Horizonte, Barbacena e Juiz de Fora concentram 58,1% das apreensões registradas no estado
Teófilo Otoni, Montes Claros, Belo Horizonte, Barbacena e Juiz de Fora concentram 58,1% das apreensões registradas no estado • Imagem ilustrativa/Canva

Mais de 800 veículos foram apreendidos neste ano em Minas Gerais por transporte clandestino de passageiros. A média é de aproximadamente cem apreensões por mês. A fiscalização é realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária e outros órgãos.

Teófilo Otoni, Montes Claros, Belo Horizonte, Barbacena e Juiz de Fora concentram 58,1% das apreensões registradas no estado.

O número chama ainda mais atenção após o acidente registrado no último domingo, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Um ônibus que havia saído de Belo Horizonte com destino a Copacabana, na capital fluminense, tombou na BR-040. Dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo não tinha autorização para realizar transporte interestadual de passageiros e a operação foi classificada como clandestina. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

Passageiro também precisa ficar atento

O especialista em trânsito Silvestre Andrade alerta que, em muitos casos, o passageiro sabe que está contratando um serviço irregular, principalmente em busca de uma passagem mais barata. "A maioria sabe, porque ela já pesquisou, já olhou, já viu que a passagem convencional é mais cara e está tentando aproveitar a oportunidade para usar uma coisa mais barata, mais conveniente. Então, muito cuidado com isso. A prevenção é a melhor arma nesses casos, porque depois que acontece não tem mais jeito."

O tenente André Muniz, da Polícia Militar Rodoviária, também orienta os passageiros a desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelas empresas regulares. "Você pega uma empresa estruturada, uma empresa que tem gastos com documentação, com veículo, com a vistoria do veículo. Quando você encontra uma passagem muito barata, desconfie. Barato pode sair caro, pode te custar a vida."

Segundo o policial, o próprio veículo pode apresentar sinais de irregularidade que devem ser observados pelo passageiro. “ É possível observar as condições dos pneus e o estado geral de conservação do veículo”.

Número de apreensões pode ser maior

Silvestre Andrade acredita que o número de veículos apreendidos ainda está abaixo da quantidade real de ônibus clandestinos que circulam pelas rodovias mineiras. "Tenho absoluta certeza que esse número é subestimado. Você vê que a maioria das apreensões está nos grandes centros, onde você tem mais fiscalização e, naturalmente, também uma maior demanda. Mas tem muito ônibus circulando por aí, clandestino, que não é pego."

A orientação das autoridades é que o passageiro verifique se a empresa e o veículo estão autorizados a realizar o transporte antes de comprar a passagem. A economia na hora da compra pode representar um risco muito maior durante a viagem.

André Muniz, tenente Polícia Militar Rodoviária, e Silvestre Andrade, especialista em trânsito • Itatiaia/Fabiano Frade
André Muniz, tenente Polícia Militar Rodoviária, e Silvestre Andrade, especialista em trânsito • Itatiaia/Fabiano Frade
Por

Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

Belo Horizonte