Mineradoras são alvo do MPMG por atividade na Serra do Espinhaço e indenização chega a R$ 82,6 milhões
Serra do Espinhaço é considerada como única cordilheira do Brasil e é reconhecida pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou 11 Ações Civis Públicas (ACPs), nesta quinta-feira (19), por danos ambientais graves em cidades que compõe a Serra do Espinhaço. O local é considerado a maior cadeia de montanhas do Brasil reconhecida pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera.
Entre os danos ambientais identificados, estão:
- Supressão de vegetação nativa dos biomas Mata Atlântica e Cerrado;
- Intervenções em recurso hídrico e áreas de proteção ambiental;
- Danos a espécies em extinção;
- Interferências em cavidades naturais;
- Impacto ao uso do solo e, principalmente, atividades de extração realizadas sem os devidos estudos e licenciamentos ambientais.
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A promotora de Justiça e coordenadora regional das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, Luísa Carla Vilaça Gonçalves Guimarães destaca que "a Serra do Espinhaço é considerada a única cordilheira do Brasil, e abriga uma das maiores diversidades de fauna e flora do país, em uma verdadeira ode ao endemismo de espécies, além de possuir uma densidade significativa de patrimônio arqueológico e espeleológico, sendo de importância incomparável para o bem-estar das pessoas e do equilíbrio ecológico”.
*Sob supervisão de Felippe Drummond
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



