Mamão, manga e melão são os vilões da vez nos sacolões de BH
Rogério Avelar, conselheiro da Associação Comercial da Ceasa (ACCeasa), explica que não apenas a inflação, mas também as mudanças climáticas foram determinantes para este cenário

Os preços dos hortifrutigranjeiros estão nas alturas, causando preocupação entre os consumidores brasileiros. Frutas como mamão formosa, melão, uvas e manga têm se destacado como os novos 'vilões' do mercado, impactando significativamente o orçamento das famílias.
Rogério Avelar, conselheiro da Associação Comercial da Ceasa (ACCeasa), explica que não apenas a inflação, mas também as mudanças climáticas foram determinantes para este cenário. No entanto, ele ressalta que existem maneiras para o consumidor driblar os preços elevados.
Um exemplo claro dessa alta é o preço da manga. Avelar detalha: "A manga Palmer, o preço dela está oscilando, quando falo preço, preço de caixa de 18 quilos, de 70, 60, 80 reais. Uma manga Tommy hoje custa em média, na Ceasa, por volta de R$ 130 e R$ 140''.
Diante desse cenário, o especialista aconselha os consumidores a buscarem alternativas. "O consumidor tem que procurar um produto que tenha o mesmo valor nutritivo, mas que tem um preço mais em conta e não possa comprometer o orçamento doméstico", orienta Avelar.
Estratégias para economizar
A recomendação é clara: pesquisar e comparar preços, avaliando com critério e, se o produto estiver muito fora da curva, procurar alternativas que favoreçam o orçamento doméstico. Avelar enfatiza a importância dessa prática, especialmente em um momento em que o processo inflacionário corrói o poder aquisitivo das famílias.
Quanto às perspectivas futuras, o conselheiro da ACCeasa não acredita em um aumento permanente dos preços. Ele explica: "O ciclo de produção de vários produtos é aproximadamente noventa dias. Então, em noventa dias, há condição de entrar uma nova safra, novos produtos que equilibram o mercado. Sempre foi assim".
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
A Ita é a Inteligência Artificial da Itatiaia. Todas as reportagens produzidas com auxílio da Ita são editadas e revisadas por jornalistas.




