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'Levando uma vida bem difícil', diz morador que deixou casa após deslizamento em pilha de rejeitos em Conceição do Pará (MG)

Cerca de 90 famílias foram deslocadas após incidente em mina de Minas Gerais, enfrentando desafios de moradia e educação para seus filhos

Por e 
Mina desabou em Conceição do Pará • Reprodução/ Redes sociais

Moradores do distrito de Casquilho de Cima, em Conceição do Pará, região central de Minas Gerais, vivem um período de incerteza após serem forçados a deixar suas casas devido a um deslizamento de rejeitos na mina Turmalina.

O incidente, ocorrido no início de dezembro do ano passado, afetou aproximadamente 90 famílias, que agora se encontram em moradias alugadas pela Jaguar Mining, empresa responsável pela estrutura, em cidades vizinhas.

Entre os deslocados, há relatos de profunda preocupação com o futuro. Jerônimo Cristóvão Lemos, que trabalhava na comunidade, expressa sua angústia:

"Estamos levando uma vida bem difícil. Não é a mesma vida que a gente tinha antes". Ele destaca a perda da tranquilidade e das atividades cotidianas, especialmente para seu filho, que agora passa os dias confinado em casa.

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Com o deslocamento para cidades como Pitangui, a cerca de 14 a 16 quilômetros de Conceição do Pará, os pais temem pela logística do transporte escolar. "A empresa não procurou a gente, como vai ser esse meio de transporte", relata um dos moradores afetados.

Além disso, o impacto econômico nas vidas dessas famílias é significativo. Muitos perderam seus meios de subsistência, como explica outro morador: "Hoje, mesmo a gente quisesse voltar a trabalhar, não tem como. Perdemos nosso fornecedor, perdemos nosso cliente".

Respostas da empresa e autoridades

A Jaguar Mining, em nota, afirmou manter contato com as famílias realocadas e que o acesso à comunidade está bloqueado por tempo indeterminado, em acordo com autoridades municipais, estaduais e federais. A empresa reiterou seu compromisso em minimizar os impactos do desastre e colaborar com as autoridades.

Enquanto isso, os moradores permanecem em um limbo, divididos entre o desejo de retornar e o medo da insegurança.

'Ao mesmo tempo que a gente quer voltar, a gente tem medo de voltar pra lá, porque é um lugar que não é seguro', disse Cassia da Silva Santana, resumindo o sentimento geral da comunidade afetada.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.