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Júri da chacina de Ribeirão das Neves terá oito réus e deve durar dez dias em BH

Julgamento começa em 23 de novembro e prevê o depoimento de 54 testemunhas; crime ocorreu durante festa de aniversário infantil

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Flávio Celso da Silva, Fabiano Alves Campos, Leandro Roberto da Silva, Marcelo Alves Rodrigues e Agnes Darnlei Santos Nascimento • Divulgação

A Justiça de Minas Gerais prepara uma estrutura especial para o julgamento da chamada Chacina de Ribeirão das Neves, previsto para começar em 23 de novembro, em Belo Horizonte. Com oito réus, 54 testemunhas previstas e cerca de 25 advogados, o júri popular deve durar aproximadamente dez dias e está entre os maiores já realizados na capital mineira.

Para receber a sessão, um plenário será adaptado no Fórum Cível e Fazendário de Belo Horizonte, na avenida Raja Gabaglia.

O planejamento da Direção do Foro inclui reforço policial e de escolta, controle de acesso e medidas específicas para proteger acusados, jurados, testemunhas, vítimas, advogados e demais pessoas envolvidas.

Ao todo, 120 pessoas foram convocadas para a etapa de seleção dos jurados. Desse grupo, serão sorteadas sete pessoas para compor o Conselho de Sentença, responsável por julgar os acusados.

Como foi a Chacina de Ribeirão das Neves

Heitor Felipe, Laysa Emanuele e Felipe Júnior Moreira Lima, vulgo 'Melese" • Redes sociais
Heitor Felipe, Laysa Emanuele e Felipe Júnior Moreira Lima, vulgo 'Melese" • Redes sociais

O crime aconteceu em 23 de maio de 2024, durante a festa de aniversário de uma criança de nove anos, no bairro Areias de Baixo, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o processo, dois homens armados invadiram a comemoração e atiraram contra os convidados. Três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas.

Segundo a investigação, o alvo do ataque seria Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, pai do aniversariante. Ele foi atingido por 12 disparos e morreu.

O filho dele, Heitor Felipe Moreira de Oliveira, também morreu após ser atingido por quatro tiros. A criança jogava nas categorias de base do Atlético-MG e do América.

A terceira vítima foi Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos, prima do aniversariante. Ela foi atingida por dois disparos e não resitiu.

Entre os seis feridos estavam uma adolescente de 13 anos, a mãe dela, de 41, e uma jovem de 19 anos.

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Por que o julgamento será em Belo Horizonte?

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustenta que o ataque teria sido motivado por disputas relacionadas ao tráfico de drogas. A Justiça considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri.

O julgamento estava previsto inicialmente para ocorrer em Ribeirão das Neves, em abril deste ano, mas foi transferido para Belo Horizonte por meio de um procedimento chamado desaforamento.

A mudança de comarca foi determinada diante de questões relacionadas à garantia de imparcialidade dos jurados.

O processo tramita em segredo de Justiça.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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