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Idosos representam 75% das 106 mortes por síndrome respiratória em BH

Prefeitura registra 79 vítimas fatais com 60 anos ou mais neste ano, enquanto unidades de saúde enfrentam superlotação por alta demanda de atendimento

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Mortes por síndrome respiratória atingem 106 em BH • Pixabay/ Reprodução

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) registrou 106 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave na capital mineira neste ano. Desse total, 79 vítimas fatais tinham 60 anos ou mais. A proporção indica que três em cada quatro mortes pela síndrome atingem essa faixa etária.

A diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de BH, Tatiane Ferreguetti, explicou que idosos são o público-alvo da campanha de vacinação por razões específicas.

"De fato, pessoas com mais de 60 anos, em geral, apresentam uma resposta imunológica mais deficitária. Além disso, são mais suscetíveis e vulneráveis às formas graves da doença e a complicações, como pneumonia bacteriana e outras condições de saúde que podem se sobrepor à síndrome respiratória aguda grave — especialmente no contexto de internação hospitalar. Essas complicações, inclusive, figuram entre as principais causas de óbito nessa faixa etária", afirmou.

A diretora recomendou a vacinação como medida preventiva. "Vacinem-se, pois essa é a melhor forma de prevenir a síndrome respiratória aguda grave e, consequentemente, possíveis complicações", disse Tatiane Ferreguetti.

Sobre quando buscar atendimento médico, a diretora orientou que pessoas com sinais gripais como nariz escorrendo, febre e mal-estar devem procurar unidades de saúde caso haja agravamento ou prolongamento dos sintomas. "As pessoas que estão evoluindo com sinais gripais, síndromes gripais, o nariz escorrendo, febre, mal-estar, devem procurar atendimento médico se houver agravamento ou prolongamento desses sintomas", explicou.

Ferreguetti destacou sinais de alerta que exigem atendimento imediato: falta de ar, baixo nível de consciência e torpor. Ela chamou atenção especial para pessoas com mobilidade reduzida. Essas pessoas costumam apresentar recusa alimentar e dificuldade de hidratação.

Qualquer sinal ou sintoma de agravamento deve motivar a busca por atendimento médico. A população pode procurar as Unidades Básicas de Saúde ou as UPAs disponíveis em todas as regionais da cidade.

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.