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Operação mira CACs suspeitos de trazer peças de armas dos EUA e China para revenda ilegal em MG

Mandados resultaram na apreensão de armas, munições, peças, acessórios e dispositivos eletrônicos

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PF combate tráfico internacional de peças e acessórios de armas de fogo em MG • PF/ Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (30), uma operação que mira um grupo que teria atuado na compra, armazenamento e venda de peças e acessórios de armas de fogo, incluindo produtos controlados, por meio de plataformas digitais, em Caldas, no Sul de Minas. Os itens eram enviados para diferentes estados do país.

Os suspeitos são registrados como CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) e, de acordo com a PF, teriam usado essa condição para adquirir os itens de forma legal e revendê-los de maneira irregular.

A apuração aponta dezenas de transações consideradas suspeitas, com destaque para importações frequentes, principalmente da China e dos Estados Unidos.

Parte dos compradores, ainda conforme a investigação, tem ligação com o universo de armas, como outros CACs e agentes públicos. Também foram identificadas remessas para pessoas com antecedentes criminais, incluindo possíveis vínculos com facções do Rio de Janeiro.

A operação também resultou na suspensão dos Certificados de Registro (CR) e das armas vinculadas aos suspeitos.

Os envolvidos podem responder por crimes como contrabando, descaminho e comércio ilegal, além de tráfico internacional de peças e acessórios de armas. As penas, somadas, podem ultrapassar 12 anos de prisão.

A investigação continua, com análise do material apreendido e tentativa de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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