Belo Horizonte
Itatiaia

Homem que matou mulher com quase 30 facadas na Grande BH é indiciado por feminicídio

Motivação do crime, inicialmente apontada como ciúmes após a vítima colocar extensão de cílios e unha de gel, foi revelada durante investigações; homem teria se envolvido com seita ocultista

Por e 
Capa matéria - 2025-04-14T153115.817.jpg
Ana Paula Magalhães Nunes , de 37 anos, foi morta em Ribeirão das Neves, em 12 de abril • Reprodução/ Redes sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou por feminicídio Sebastião Henrique da Silva, de 37 anos, pela morte de Ana Paula Magalhães Nunes , de 37. A mulher foi morta com quase 30 facadas pelo companheiro no meio da rua em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, no dia 12 de abril. O inquérito foi concluído na quinta-feira (24) e encaminhado à Justiça.

"Quando o investigado foi preso em flagrante, ele chegou a confessar o crime, dizendo que teve discussões, problemas familiares com a vítima. Em razão dessas discussões, ele acabou se irritando e pegou uma faca. Ela fugiu, ele a perseguiu e desferiu quase 30 facadas contra ela. Vizinhos ouviram ela gritando, foram até lá e viram ele com a faca na mão. A polícia foi chamada e, quando chegou, encontrou ele ao lado de Ana Paula, observando ela agonizar", contou o delegado Marcus Rios.

Motivação do crime teve reviravolta durante investigações

"Familiares disseram que o comportamento do investigado estava um pouco estranho ultimamente, provavelmente por conta de uma seita que ele estava se envolvendo. Nós descobrimos que ele estava se interessando por uma seita ocultista, que ainda não sabemos qual é. No dia do crime, o investigado assistiu vídeos na internet relativos a um fenômeno astronômico chamado 'Lua Rosa'. Esses vídeos traziam mensagens que uma mente tendenciosa poderia interpretar de maneira equivocada. E tudo leva a crer que ele foi por esse caminho", diz o delegado.

Sebastião se manteve em silêncio durante interrogatório

"A postura dele foi muito curiosa. Eu nunca vi isso. Ele ficou o tempo todo de olhos fechados, sem expressar uma palavra sequer. Tentamos estimulá-lo a falar alguma coisa, a se manifestar, mas ele não expressava nenhuma reação. Ele só se expressou quando foi informado que iria sair da cela separada para a coletiva. Ele fez uma reação de surpresa, de medo, apertou o maxilar e mexeu os olhos. Mas só isso também. Ele demonstrou zero interesse em esclarecer os fatos, em apresentar justificativa ou contribuir com alguma coisa. Ele está totalmente apático", concluiu Rios.

Por

Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

Por

Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.