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CSN é autuada após vazamento de minério em Congonhas ser classificado como acidente ambiental

Fiscalização do Governo de Minas Gerais apontou que material extravasado atingiu o córrego Maria José, afluente do Rio Maranhão

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Tubulação da mineradora CSN em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, registrou um vazamento de polpa de minério na manhã desta quinta-feira (6) • Divulgação / Prefeitura de Congonhas

A CSN Mineração foi autuada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) após o vazamento de polpa de minério de uma tubulação da mineradora em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (6) ser classificada como um acidente ambiental. De acordo com a pasta, além de ser autuada por dano ambiental, a empresa terá que adotar as "medidas administrativas cabíveis".

A situação foi identificada por funcionários da Vale, que acionaram a Defesa Civil do município.  A administração municipal alegou que o sedimento vazado continha alta concentração de minério e atingiu o córrego Maria José, afluente do rio Maranhão. A fiscalização do Governo de Minas Gerais confirmou a situação.

Ainda segundo o Executivo Estadual, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) já acionou o laboratório responsável para a realização de uma coleta emergencial de amostras de água. O objetivo é avaliar possíveis impactos à qualidade hídrica decorrentes da ocorrência.

"A Semad continuará acompanhando a ocorrência e a implementação das medidas necessárias para a mitigação dos impactos ambientais e a responsabilização da empresa, nos termos da legislação ambiental vigente", disse.

Em entrevista à Itatiaia, o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas informou que a Prefeitura de Congonhas não foi formalmente notificada sobre a situação. "Mais um episódio em Congonhas. Em janeiro, a gente passou por isso e essa situação de hoje é bem ao lado. Nossa equipe técnica ainda está lá colhendo as informações. Mas não houve danos humanos, mas sim registro de danos a fauna e a flora", afirmou.

Em nota, a CSN esclareceu que ocorreu um pontual vazamento na tubulação que transporta minério até a área de filtragem de produto da Mina Casa de Pedra. A empresa afirmou que se tratou de um rápido e limitado vazamento de sedimentos. Questionada sobre ter notificado a administração municipal sobre o incidente, a mineradora não respondeu.

"Assim que a ocorrência foi identificada, o bombeamento foi imediatamente interrompido, as equipes de manutenção e meio ambiente foram mobilizadas e rapidamente o episódio foi resolvido, sem maiores intercorrências. As equipes estão focadas na limpeza do material e o local permanece sob monitoramento preventivo pelas equipes técnicas e ambientais da empresa", afirmaram.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) também esteve no local e constatou que não houve vítimas, nem necessidade de adoção de medidas de proteção e defesa civil. Uma vistoria do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) também foi realizada.

Ainda segundo a Prefeitura de Congonhas, o vazamento chegou até a portaria da Mina Viga, da empresa Vale. Segundo a Vale, a própria CSN realizou a limpeza do local.

Em nota, a mineradora informou que a ocorrência não tem relação com suas operações e que não houve danos às estruturas da mina de Viga. As operações desse empreendimento estão suspensas desde janeiro, quando houve um extravasamento de água em um sump, uma estrutura de drenagem.

Vazamento chegou ao córrego Maria José

Quando chegou na área próxima a mina da CSN, a equipe do Núcleo de Inteligência Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas notou que os rejeitos já tinham atingido a estrada municipal de acesso a Esmeril / Jeceaba, onde uma escavadeira realizava a remoção do material. A pasta não conseguiu estimar a quantidade de volume vazado.

"Durante a vistoria, imagens obtidas por drone permitiram identificar que os rejeitos alcançaram o córrego Maria José, no ponto de encontro com o rio Maranhão. Também foi constatada elevada turbidez da água. No entanto, ainda não é possível determinar o nível de contaminação, que será avaliado por meio de análises laboratoriais", disse.

Ainda segundo a administração municipal, outra equipe de fiscalização realiza diligências para coletar informações que vão subsidiar a elaboração do auto de infração. "Neste momento, ainda não é possível mensurar a extensão dos danos ambientais. Amostras serão encaminhadas para análise laboratorial, e os resultados devem ficar prontos em até cinco dias, permitindo avaliar os impactos sobre a qualidade da água", explicou.

• Divulgação / Congonhas
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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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