A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, enfrenta um dos cenários mais graves já registrados nos últimos anos após uma sequência de chuvas intensas que começaram nessa segunda-feira (22) e se estenderam até a madrugada desta terça-feira (24). O grande volume de água provocou o transbordamento do rio Ubá e de diversos córregos, deixando o Centro destruído.
Segundo relatos de moradores, há trechos com muita fiação elétrica caída no chão, além de lama e grande quantidade de lixo espalhados, principalmente na região da Beira-Rio e no calçadão central.
“Começou a chover de tarde aqui no bairro e a chuva foi a noite inteira, muito intensa. Estão pedindo para que as pessoas não passem pelo centro, na Beira-Rio e no calçadão, porque tem muita fiação no chão, muita lama e lixo. A cidade parou, o centro parou. Essa casa, na Avenida Cristiano Rosa, na lateral do rio, não resistiu. Houve morte, a casa caiu com pessoas lá embaixo, um casal de idosos e uma criança. Está um caos”, relatou o morador Luiz Cláudio de Freitas à Itatiaia.
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Segundo ele, há muitos anos não acontecia uma catástrofe dessa proporção em Ubá. “Dá a impressão de que caiu uma tromba d’água lá pra cima, na serra, e vários córregos também encheram. Aqui tem muito córrego que foi afunilado, com construções próximas, estreitando o leito. A água precisa passar e acaba ficando represada. Ubá cresceu demais, com muitas construções, e a terra acaba indo para o rio. Essa é a realidade de Ubá hoje.”
Oficialmente, ainda não há informações sobre mortes, desabrigados ou desalojados na cidade.
Caixões e carros boiando
Imagens impressionantes mostram
No Centro da cidade, uma casa desabou na Avenida Cristiano Rocas no início da manhã. Outras imagens também mostram carros “boiando”, também, na Avenida Beira-Rio, próximo à Ponte da Bandeira.
Em Juiz de fora
A situação é crítica em Juiz de Fora. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos, 14 pessoas morreram e cerca de 440 moradores ficaram desabrigados. Somente ao longo de segunda-feira (23), o órgão contabilizou 251 ocorrências, envolvendo alagamentos, deslizamentos e danos estruturais em diferentes pontos do município.
A cidade decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas.
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Em pronunciamento publicado nas redes sociais durante a madrugada, a Prefeitura informou que este foi o mês mais chuvoso da história do município. Somente em fevereiro, o acumulado chegou a 584 milímetros.
“Isso nos trouxe uma série de transbordamentos, desde situações muito graves até ocorrências de soterramentos, que neste momento continuam aumentando. Temos registrado