Funcionários de escolas municipais de Belo Horizonte, terceirizados da MGS, decidiram manter a greve pelo menos até a próxima assembleia, marcada para esta sexta-feira (27). A categoria afirma viver um cenário de insegurança diante do fim do contrato da MGS com a Secretaria Municipal de Educação e do atraso na contratação de uma nova empresa.
Os trabalhadores cobram garantias sobre a situação funcional durante a transição, principalmente nos setores de cantina, limpeza, portaria e assistência. A preocupação é com a possibilidade de demissões ou mudanças nas condições de trabalho.
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Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Municipal de BH, Dayse Cristina, as reivindicações não foram atendidas.
“Nós não fomos atendidos. A comissão sequer foi recebida e nenhuma das nossas propostas foi aceita. A postura segue inflexível. Nada do que apresentamos foi considerado, apesar da gravidade da situação. Estamos falando de trabalhadores da cantina, da faxina, dos porteiros e dos auxiliares de apoio. Não sabemos o que vai acontecer com essas pessoas. É uma decisão muito grave. Desde o ano passado convivemos com essa insegurança, mas seguimos abertos ao diálogo com a secretária. Infelizmente, ela não tem demonstrado disposição para nos ouvir. Os trabalhadores precisam de concurso, de clareza e de acolhimento neste momento”, disse.
Ainda de acordo com o sindicato, cerca de 1.500 trabalhadores participam da paralisação. Questionada sobre o papel da MGS, Dais Cristina afirmou que a empresa estaria limitada diante da situação.
“A MGS está de mãos atadas. A nossa briga, na verdade, é com a Secretaria Municipal de Educação, porque o contrato não será renovado. No meio dessa disputa, quem paga a conta somos nós, trabalhadores.”Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que mantém diálogo aberto com os profissionais terceirizados da MGS e que atua para reduzir eventuais impactos da paralisação. A pasta afirmou que as aulas seguem mantidas em toda a rede municipal que as direções das escolas foram orientadas a adotar medidas para garantir o atendimento aos estudantes.
A secretaria também informou que a titular da pasta, Natália Araújo, se reuniu com cerca de 200 trabalhadores para ouvir as demandas, esclarecer dúvidas e apresentar as medidas adotadas pelo município durante o período de transição entre os contratos.