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Greve de ônibus em BH: preços das corridas de Uber devem aumentar muito; entenda

Preços dinâmicos para corridas de app são praticados em caso de aumento da demanda, o que pode acontecer com a greve dos motoristas de ônibus   

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Greve dos motoristas de ônibus de BH começa nesta segunda (26)
Greve dos motoristas de ônibus de BH começa nesta segunda  • Marcello Pereira | Itatiaia

Quem depende do transporte público por ônibus em Belo Horizonte pode se assustar com os preços das corridas do transporte por aplicativo nesta segunda-feira (16). A alta nos valores de corridas pode ser causada pela aumento da demanda, afetada pela da greve dos motoristas de ônibus da capital.

A prática adotada pelas empresas de aplicativo como Uber e 99 considera a relação de oferta e demanda. Por isso, os valores tendem a aumentar em horários de pico, chuva ou aumento de demanda geral, o que pode ser o caso daqueles que precisam utilizar o transporte por aplicativo durante a greve na capital.


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Greve de ônibus em BH

Convocada pelo Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH), a greve geral começa a partir da meia-noite desta segunda. Os trabalhadores reivindicam reajuste do salário, retorno do ticket de alimentação e alteração dos motoristas por intervalo.

A categoria mantém a reivindicação de que o reajuste salarial seja igual ao já concedido para trabalhadores da região metropolitana, 8,2%. Apesar disso, as empresas de ônibus na capital oferecem reajuste máximo de apenas 7,19% - 1,01% a menos.

“Não tem como o trabalhador da região urbana ganhar menos que o trabalhador da região metropolitana, que exerce a mesma função e as mesmas responsabilidades. O que está incomodando a categoria é também o intervalo alimentação, que até está na Justiça, e também  a volta do ticket nas férias e o abono salarial junto”, justificou o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH), Paulo César Silva 

Em nota, o Setra-BH destacou que, com o congelamento das tarifas desde 2018 e o aumento nos custos, as empresas foram “financeiramente estranguladas” e que, sem subsídio, elas não teriam capacidade financeira de assumir novas obrigações por tempo indeterminado.

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Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.