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Frio e chuva devem continuar em BH esta semana; 'calorzão' não volta pelos próximos 10 dias 

Temperatura pode voltar a subir no início da próxima semana, mas belo-horizontino não voltará a ver 'verão' fora de época

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Veja como ficas os próximos dias;
Veja como ficas os próximos dias;  • Larissa Ricci/ Itatiiaia

O que esperar do tempo após o belo-horizontino viver dias de recorde calor e, em menos de 24 horas, frio extremo e chuva? Nesta terça-feira (29), conforme a Defesa Civil, a temperatura mínima foi de 14,4 °C e a máxima estimada é de 26 °C na capital mineira. Para quem é fã do friozinho, tempo nublado, e chocolate quente, pode comemorar: o clima deve continuar assim pelos próximos dias.

Lucas Oliver, geógrafo e professor, explica que a massa de ar que está atuando deve continuar até sábado (1º). “Deve ficar bem frio, os dias nublados, tem bastante chance de chuva rápida e fraca na quarta, na quinta-feira, assim como tem sido dos últimos dias”, disse. As temperaturas devem ficar entre 15ºC e 24ºC. "Não conseguiremos lavar carro e secar a roupa tão fácil não”, brincou.

Ele explica não haver previsão da volta da atuação de uma Massa Tropical, como a que ferveu Belo Horizonte na semana passada. Na última quinta-feira (24), a capital registrou a maior temperatura da história para o mês de agosto desde 1961, ano em que o Instituto Nacional de Meteorologia começou a fazer observações meteorológicas: 34,3°C.

Entre domingo (3) e terça (5) da próxima semana, as temperaturas podem subir. “Teremos, semana que vem, um aquecimento da atmosfera. Mas teremos uma Massa Polar trocada por outra Massa Polar. Por isso, a previsão não será de sol forte”, complementou. Tudo indica que os dias devem ficar amenos, pelo menos, até o feriado de 7 de Setembro.

A chuva pode até atrapalhar alguns planos, mas o professor avalia o aspecto positivo: “normalmente, essa chuva só vem no fim de setembro. Com isso, o número de queimadas no estado de Minas Gerais deve cair. Não significa que não ocorrerá, mas não teremos 'secura' pelo próximo mês, que poderia ser catastrófico”.

O professor aponta que o “tempo doido” é consequência das mudanças climáticas. “Essas envolvem extremos de frio, calor, tempo seco ou chuva”, finalizou.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.