Fortes chuvas nas rodovias de MG geram atrasos e aumentam custos para transportadoras
Condições meteorológicas afetam a entrega de mercadorias em todo o estado; associação desenvolveu um aplicativo que permite aos associados visualizar interdições em tempo real

As intensas chuvas que atingem Minas Gerais desde dezembro têm causado significativos prejuízos ao setor de transporte de cargas. A combinação de período chuvoso e buracos nas rodovias cria um cenário desafiador para as transportadoras, podendo resultar em atrasos na entrega de suprimentos e alimentos.
Marcelo Patrus, CEO da transportadora Patrus, explica os transtornos causados pelas chuvas: "A chuva na estrada costuma gerar uma série de acidentes rodoviários. São barrancos que caem, buracos, crateras... Às vezes, obrigando (o motorista) a desvios de cinquenta, cem, duzentos quilômetros para que se possa transitar".
Esses desvios e atrasos impactam diretamente o consumidor final. Viagens que normalmente levariam oito horas podem se estender consideravelmente, evidenciando a fragilidade da malha rodoviária brasileira frente ao crescimento do país.
Medidas de segurança e prevenção
Diante dessa realidade, a orientação é sempre buscar rotas mais seguras. Patrus recomenda: "Podendo parar, pare, encoste o caminhão, evite transitar com chuvas intensas'. Ele alerta ainda para os riscos adicionais de dirigir à noite, especialmente entre 2h e 7h da manhã, período estatisticamente mais propenso a acidentes."
Audacir Lopes, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas de Minas Gerais (Seteseng), destaca o impacto financeiro dessas condições: "Tudo isso acumula um prejuízo enorme e nós, infelizmente, não temos como repassar isso para o nosso embarcador que nos contratou".
Para mitigar os prejuízos das mais de 14 mil empresas de transporte no estado, a associação desenvolveu um aplicativo que permite aos associados visualizar interdições em tempo real e planejar melhores percursos, uma medida crucial para enfrentar os desafios impostos pelas condições climáticas adversas e a infraestrutura precária.
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Jornalista formado na Estácio de Sá, tem experiência como repórter, editor e apresentador. É repórter da rádio Itatiaia na editoria de cidades




