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'Fiquei tranquilo, vi que nada ia me acontecer', diz refém de sequestro de ônibus na Grande BH

Sequestro ocorreu no bairro Nacional, em Contagem, na Grande BH, nessa terça-feira (28); refém foi liberado em segurança após três horas

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Passageiro bateu em vários veículos quando foi obrigado a assumir a direção do ônibus • Oswaldo Diniz/Itatiaia

Wellington Lemos, de 58 anos, mantido refém dentro de um ônibus no bairro Nacional, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, garante que ficou “tranquilo” durante o sequestro. "Eu vi que não ia me acontecer nada", disse em entrevista concedida ao programa Rádio Vivo, da Itatiaia, desta quarta-feira (29).

Tudo começou por volta de 10h30 dessa terça (28), quando o homem, de 36 anos, invadiu a linha metropolitana 2290, com uma faca.

“A viagem estava tranquila. O ônibus estava andando até devagar… Eu estava aéreo. Quando percebi, todo mundo correu e ele (o sequestrador) já estava do meu lado. Foi então que entendi o que estava acontecendo”.

Ele contou que, a todo o tempo, o autor o tranquilizou. "Ele disse: 'Não vou te machucar', 'fica tranquilo', 'não vou fazer nada contra você', 'só quero que você me leve para ver minha filha''.

Apesar disso, Wellington foi obrigado a dirigir o ônibus. ''Rapaz, eu não sei dirigir ônibus, não. Você vai ter que me ajudar”, disse a vítima ao autor. "Ele dizia: 'faz isso, faz aquilo"', lembrou.

Durante o trajeto, que durou nem mesmo 10 minutos, Wellington chegou a bater em outros três veículos, parando na rua Quintino Bocaiuva, onde policiais foram acionados e fecharam a via.

Militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) entraram no coletivo para conduzir a negociação com o autor. Três horas depois do momento da invasão, o refém foi liberado.

O suspeito foi o último a deixar o veículo. Conforme a corporação, ele amarrou o pescoço com uma corda, em uma tentativa de autoextermínio. Nesse momento, militares dispararam uma arma de choque contra o sequestrador, na tentativa de proteger a vida dele.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o homem continua preso e aguarda um posicionamento.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.