Diego Felipe de Jesus, conhecido como “Feijão”, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (14) em Belo Horizonte.
O homem foi condenado, em março de 2023, a 11 anos de reclusão pela tentativa de homicídio do cruzeirense Clóvis Schuartz Henriques de Souza Neves. O crime foi cometido durante uma briga entre torcidas organizadas.
O Tribunal do Júri considerou Feijão culpado pelos crimes de homicídio tentado e promoção de tumulto ou incitação à violência. Com a condenação transitada em julgada, Diego Felipe de Jesus começa a cumprir a pena em definitivo.
Durante a audiência de custódia, o condenado afirmou que não sofreu nenhum abuso no cumprimento do mandado. A juíza Juliana Beretta, então, determinou que a prisão seja comunicada ao Tribunal do Júri.
O crime
Em 4 de março de 2018, o grupo atacou a vítima entre a Avenida Amazonas e a Rua Cura D’Ars, no Centro de Belo Horizonte. O confronto ocorreu após um jogo entre Cruzeiro e Atlético. Na ocasião, os membros da Galoucura, com a ajuda de terceiros, agrediram Clóvis com chutes, socos e pauladas. Apesar dos ferimentos, ele sobreviveu.
Clóvis Schuartz Henriques de Souza Neves era integrante da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro e rival da Galoucura. Segundo o Ministério Público (MPMG), a briga já era anunciada. No mesmo dia, a Polícia Militar chegou a ser acionada para ir até a Avenida Francisco Sales, onde integrantes da torcida organizada atleticana estariam causando tumulto.
O MPMG afirma que o crime foi cometido por motivo fútil, já que aconteceu pelo “simples fato da vítima ser torcedora do Cruzeiro Esporte Clube, time rival ao dos denunciados”.
A denúncia relata que os réus golpearam a vítima, de forma sucessiva e violenta, com pedaços de madeira e chutes. Além disso, foi detalhado que ato impôs um sofrimento físico e mental intenso e desnecessário, circunstâncias que caracterizam que o crime foi cometido por meio cruel.
Consta da denúncia, ainda, que a tentativa de homicídio foi praticada mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela estava desarmada e sozinha e não conseguiu se defender das agressões. Por fim, o MPMG também diz que os denunciados se reuniram com objetivo de cometer crimes violentos.