Família pede Justiça para mulher encontrada morta com sinais de violência sexual um ano após crime
Tatiane Fonseca do Nascimento foi encontrada morta em um lote vago na Rua Diamantina, no bairro Santa Edwiges, em Contagem, na Grande BH, no dia 19 de outubro de 2025

A família de Tatiane Fonseca do Nascimento, encontrada morta com sinais de violência sexual no dia 19 de outubro de 2025, denunciou em mobilização, realizada nesta segunda-feira (19), não ter informações sobre o crime mesmo um ano após o crime. De acordo com os familiares, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) não os informou se o inquérito do caso foi concluído ou se algum suspeito de cometer o crime foi preso.
Em entrevista à Itatiaia, Paulo do Nascimento Rodrigues, de 26 anos, contou que a falta de informações acerca do crime ocorreu já no dia do crime. Segundo ele, a família ficou sabendo da morte de Tatiana por meio de uma foto, e a mulher foi identificada pela tatuagem. Diante das informações, eles decidiram ir atrás da Polícia Civil (PCMG).
“A gente foi pro IML e eles falaram que a gente não podia entrar, porque estava irreconhecível. Pediu documento dela, falaram que ia fazer o reconhecimento de arcada dentária, tentar procurar digital, essas coisas. E ficou de domingo pra segunda, nada. E na terça-feira para quarta, eles falaram que realmente era ela, que ia liberar o corpo”, disse.
Tatiane Fonseca do Nascimento deixou quatro filhos. De acordo com o primo, a mulher sempre foi uma mãe cuidadora e protetora.
“Era uma pessoa muito especial pra família. Uma pessoa que se você falasse com ela bravo, ela ria da situação. Uma pessoa muito carinhosa, atenciosa, uma pessoa que ajudava todo mundo. (...) Tatiana não era uma pessoa que tinha rivalidade com alguém ou brigava com uma com as pessoas”, disse.
Ainda segundo o primo, no dia anterior ao crime, a vítima teria saído à noite e deixado os filhos com a filha mais velha. “Ela estava ‘curtindo’. E aí no domingo a gente de manhã recebeu a notícia”, afirmou.
A família, então, se mobilizou em um pedido de Justiça. “Nossa família… nós estamos todos assim sem respostas. Hoje aqui estou completando 1 ano, cobrando uma resposta pra poder dizer não ao feminicídio, porque é uma coisa que tem que acabar. E a família toda pede justiça pela vida da Tatiane”, disse.
A Itatiaia procurou a Polícia Civil de Minas Gerais para um posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo




