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‘Tenho certeza que ele vai me matar se for solto’, diz mulher agredida com barra de ferro pelo marido em BH

Após 40 anos de violência doméstica, mulher agredida pelo marido em BH pede que ele não seja solto

Por e 
‘Tenho certeza que ele vai me matar se for solto’, diz mulher agredida com barra de ferro pelo marido em BH
‘Tenho certeza que ele vai me matar se for solto’, diz mulher agredida com barra de ferro pelo marido em BH • Imagens cedidas

“Eu tenho certeza de que ele vai me matar se ele for solto”. O desabafo é de Jureane Teixeira de Carvalho Tonami, de 62 anos, que foi agredida pelo marido, de 63, com uma barra de metal neste domingo (18), no bairro Bom Jesus, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

Em entrevista, Jureane relatou que vive há cerca de 40 anos em um relacionamento marcado pela violência doméstica. Segundo ela, as agressões se intensificaram nos últimos dez anos. A vítima afirmou que chegou a obter uma medida protetiva há cinco anos, mas decidiu retirá-la após o marido prometer que não voltaria a agredi-la.

“Eu, com 62 anos, tenho 40 anos que eu sofro agressão. Nunca é tarde para você dizer um basta. Não espera chegar no ponto que eu cheguei, que às vezes amanhã você pode não estar viva. Eu tive uma segunda chance. Às vezes outras mulheres não podem ter”, afirmou.

A vítima contou que, durante muito tempo, escondeu as agressões dos filhos por vergonha e por acreditar que precisava preservar a família. Segundo ela, a mãe também tentava convencê-la a permanecer no relacionamento, seguindo uma visão tradicional de casamento. Antes de morrer, no entanto, a mãe passou a demonstrar preocupação com o estado de Juriane e a pedir que ela deixasse o marido.

Juriane relatou que, nos últimos anos, as agressões ficaram mais frequentes e que o marido passou a consumir ainda mais bebidas alcoólicas. Ela também contou que enfrentava um período de sofrimento emocional e, mesmo diante da violência, continuava tentando ajudá-lo.

Sobre a agressão deste domingo, a mulher afirmou que o marido havia colocado uma caixa de som em volume alto. Após pedir que ele diminuísse o som, porque estava com dor de cabeça e precisava descansar, ela teria sido xingada e ameaçada de morte. Em seguida, segundo o relato, o homem pegou uma barra de metal e começou a agredi-la.

Juriane disse que tentou fugir pela escada da residência e chegou a acreditar que morreria após ser atingida. Ela conseguiu gritar por socorro, mobilizou vizinhos e recebeu ajuda de um homem que passava pelo local. A vítima conseguiu retirar a barra de metal das mãos do marido e jogá-la para longe.

Agora, Juriane pede que o caso seja acompanhado pelas autoridades e que o marido não seja colocado em liberdade. Ela afirmou que não pretende expor a família nem agir por vingança, mas teme pela própria vida caso ele seja solto.

“Qual que é minha intenção? Não é fazer sensacionalismo, não é expor ele, nem a família dele, jamais. A minha intenção é que a mídia me ajude a não soltar ele, porque eu tenho certeza que ele vai me matar se ele for solto”, declarou.

A vítima também espera que sua história incentive outras mulheres a romperem o ciclo de violência e buscarem ajuda antes que as agressões cheguem a um nível extremo.

“Se eu, com 62 anos, resolvi tomar essa atitude, que outras mulheres não esperem chegar ao ponto que eu cheguei para tomar essa atitude”, concluiu.

Conforme a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a corporação também formalizou um pedido de medida protetiva para a vítima e solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. A investigação segue na Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso.

Por, Editor

Marcello Pereira é jornalista formado pelo UniBH e Editor de Redes Sociais na Itatiaia. Atua com estratégia digital, gestão de conteúdo para plataformas como Instagram e TikTok, coordenação de equipes e análise de métricas. Também possui experiência em assessoria de imprensa e comunicação institucional, com interesse em inovação, tecnologia e análise de dados.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

 

 

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