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'Nunca é tarde para dizer basta', diz mulher agredida por mais de 40 anos pelo marido

Suspeito foi preso nesse domingo (18) por bater na companheira com uma barra de ferro após ela pedir para ele abaixar o volume do som; caso aconteceu no bairro Bom Jesus, na Região Noroeste de Belo Horizonte

Por e 
'Nunca é tarde para dizer basta', diz mulher agredida por mais de 40 anos pelo marido
'Nunca é tarde para dizer basta', diz mulher agredida por mais de 40 anos pelo marido • Itatiaia e imagens cedidas

A mulher agredida pelo companheiro com uma barra de ferro relatou nesta segunda-feira (19) que foi ameaçada de morte antes das agressões. O caso aconteceu nesse domingo (18) no bairro Bom Jesus, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

A vítima é Jureane Teixeira de Carvalho Tonani, de 62 anos. O suspeito é o companheiro dela, Walter Tonani Junior, de 63 anos. O homem está preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira e aguarda audiência de custódia.

Em entrevista à Itatiaia, a mulher contou que foi agredida após solicitar para Walter abaixar o som. Após uma discussão, o homem, que estava embriagado, disse que mataria a companheira.

"Ele falou: ‘Hoje é seu último dia de vida’. Eu falei com ele: ‘Não é, porque eu vou chamar a polícia para você’. Aí ele falou: ‘Então, vamos ver’. E já veio com a barra me agredindo", detalhou.

Jureane foi agredida com um golpe na cabeça. "Ele me bateu com toda força. Minhas vistas escureceram. Pensei na hora: 'Eu vou morrer. Pedi a Deus pelos meus filhos. Eu não cheguei a cair. Ali eu percebi que eu tive uma nova chance de viver", relatou.

A vítima gritou, e vizinhos chegaram para ajudá-la. A mulher conseguiu retirar a barra de ferro da mão do companheiro e jogou o item na rua.

Após as agressões, Walter mandou um áudio para familiares e confessou o crime. "Eu vou ser preso. Não matei ela não, mas eu agredi ela com um cano", disse.

'Nunca é tarde para dizer basta'

Jureane contou que estava com o suspeito há 41 anos e sofreu agressões desde o início do relacionamento, mas que a violência doméstica piorou nos últimos cinco anos.

"A mensagem que eu tenho para passar para as pessoas é que nunca é tarde para você dizer um basta. Não espere chegar ao ponto em que eu cheguei, que às vezes amanhã você pode não estar viva. Eu tive uma segunda chance, às vezes outras mulheres não podem ter", afirmou.

"A minha intenção é que a mídia me ajude a não soltar ele, porque eu tenho certeza de que ele vai me matar se ele for solto. Eu precisei ser quase morta para entender que Deus estava me dando um recado. Eu tinha que tomar uma atitude", acrescentou.

Em nota enviada à Itatiaia, a Polícia Civil (PCMG) informou que ratificou a detenção do suspeito, representou pela conversão da prisão de flagrante para preventiva e formalizou um pedido de medida protetiva para a vítima. O caso está sob investigação na Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso.

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Saiba como denunciar

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

 

 

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