Família de policial penal morto por bombeiro em BH revive luto diariamente
Justiça aumentou nesta quinta-feira (19) a pena de Naire Assis Ribeiro, o autor do crime, para 20 anos de prisão

A Itatiaia conversou nesta quinta-feira (19) com a família do policial penal Wallysson Alves dos Santos Guedes, morto por um bombeiro militar aposentado em um bar do bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte, em fevereiro de 2024.
O autor do crime é Naire Assis Ribeiro. Em julho de 2025, ele foi condenado em 1ª instância a 17 anos de prisão. Nesta quinta-feira, a 2ª instância do Tribunal de Justiça (TJMG) aumentou a pena para 20 anos.
Em entrevista, Maria Isabel dos Santos, irmã de Wallysson, desabafou após a decisão dos desembargadores: "Por mais que foram mais três anos que o Naire vai pagar, nada vai trazer o Wallysson de volta. A gente revive, sente e vê diariamente, principalmente, o sofrimento dos meus pais".
"Ele acabou, de uma certa forma, com a nossa família. E nada vai trazer meu irmão de volta. Então, que a justiça continue sendo feita e que ele pague a cada momento o que ele fez com meu irmão. A brutalidade, a covardia. Não só com meu irmão, mas com toda a família", acrescentou.
'É muito doloroso lembrar do que aconteceu'
A Itatiaia também conversou com o pai da vítima, José Francisco dos Santos, pedreiro aposentado de 74 anos. "É muito doloroso a gente falar e lembrar do que aconteceu", afirmou.
Meu filho, eu tenho certeza, já está na mão do Pai, em boas mãos. O problema agora é a gente que, no dia-a-dia, deita, levanta, trabalha e volta
O idoso disse que a família foi surpreendida pelo fato do crime ter sido cometido por um bombeiro militar: "O meu desejo é que ele bata a cabeça no travesseiro e não consiga nem dormir quando ele rever o passado e o que ele fez com o meu filho".

Relembre o crime
O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2024, no interior do Bar "Lá Casa de Papon", no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. De acordo com a denúncia, Naire e Wallysson, que não se conheciam, estavam bebendo no bar quando tiveram um desentendimento.
A vítima se identificou como policial penal. O acusado, após ser identificar como bombeiro militar, duvidou da profissão do homem. Naire acionou a Polícia Militar (PMMG) e solicitou a presença de uma viatura para abordar Wallysson e verificar a veracidade da identificação.
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Inconformado com a demora da chegada da viatura, o bombeiro militar foi para casa, retornou armado ao bar e atirou ao menos cinco vezes no policial penal. O dono do estabelecimento acionou a PMMG, e os policiais prenderam Naire.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.




