Bombeiro aposentado é condenado a 17 anos de prisão por matar policial penal em bar de BH
Crime aconteceu no ano passado, em bar do bairro Santa Tereza, na região Leste da capital

Terminou no início da madrugada desta terça-feira (15) o julgamento do bombeiro militar da reserva Naire Assis Ribeiro, acusado de matar com cinco tiros o agente penitenciário Wallysson Alves dos Santos Guedes, em um bar do bairro Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte. O réu foi condenado a 17 anos de prisão.
De acordo com a denúncia, Naire agiu por motivo torpe, e recurso que dificultou a defesa de Wallysson, e ainda por discriminação racial, inconformado em aceitar que a vítima, um homem negro, fosse policial penal.
O conselho de sentença acatou a tese de homicídio duplamente qualificado, mas absolveu o réu da acusação de discriminação racial.
O juiz Vitor Marcos de Almeida Silva estipulou a pena em 17 anos de reclusão em regime fechado, manteve a prisão preventiva, e determinou a expedição da guia de execução provisória da pena. A defesa pode recorrer da decisão.
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Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2024, no interior do Bar "Lá Casa de Papon", no bairro Santa Tereza. De acordo com a denúncia, Naire e Wallysson, que não se conheciam, estavam bebendo no bar quando tiveram um desentendimento.
Ainda segundo a denúncia, a vítima se identificou como policial penal e o acusado, após ser identificar como bombeiro militar, teria duvidado da identificação. Naire acionou a Polícia Militar e solicitou a presença de uma viatura para abordar Wallysson e verificar a veracidade da identificação.
Consta na denúncia que o bombeiro aposentado ligou outras duas vezes para o número de emergência, inconformado com a demora da chegada da viatura. Ele então teria ido em casa, de moto, e retornado algum tempo depois armado, segundo ele, para esperar a chegada da viatura.
Porém, ele entrou no bar novamente e, ao avistar Wallysson, disparou pelo menos 5 tiros que atingiram a região do tórax e braços da vítima. Em seguida ele voltou para casa, trocou a moto pelo carro de sua propriedade e quando ia deixar a casa, segundo ele, para se entregar no batalhão do Corpo de Bombeiros, foi abordado por uma viatura da polícia, acionada pelo dono do bar após os tiros.
Enquanto isso, uma segunda viatura prestou socorro à Wallysson, que, no entanto, faleceu ao chegar no hospital.
Jornalista formado pela Universidade FUMEC com ênfase em Gestão de Crises Institucionais. Na Itatiaia desde 2017, cobriu grandes eventos ligados à Igreja Católica, como a beatificação da mineira Isabel Cristina Mrad Campos e a morte do Papa Emérito Bento XVI, em 2022. Além de repórter, é produtor e editor do programa "Café com Notícia"
