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Família de jovem morta na Grande BH acredita que suspeito foi acobertado após crime

Tios de Ana Beatriz, de 21 anos, afirmam que familiares do ex, de 24 anos, teriam ajudado na fuga; suspeito ainda não foi localizado

Por e 
Jovem de 21 anos é morta após ser agredida pelo ex-companheiro na Grande BH • Reprodução

A família de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, encontrada morta nesta segunda-feira (7), na casa do ex-companheiro, de 24 anos, no bairro Xangri-Lá, na Grande Belo Horizonte, acredita que o suspeito do crime teria recebido ajuda de familiares para deixar o local antes da chegada da polícia.

Em entrevista à Itatiaia durante o velório da jovem, nesta quarta-feira (9), a tia da vítima, Marilene Gomes, relemrbou o dia do crime. Ela foi até a casa do suspeito procurar a sobrinha, já que Ana Beatriz estava demorando para retornar do local, com a filha. Segundo ela, ao chegar, precisou arrombar uma porta que estava trancada.

“Na hora que eu cheguei lá, fui perguntar aos familiares [do suspeito] onde que estava a menina [Ana Beatryz] e daí fizeram um desaforo, mostrando a menina e falando assim: ‘Tá aí, vai buscar sua sobrinha aí’”, relatou.

Marilene afirmou ainda que, para ela, familiares do suspeito teriam dado cobertura para que ele deixasse o local. O jovem de 24 anos, suspeito de espancar e matar a ex ainda não foi localizado.

A família também questiona o desaparecimento do celular de Ana Beatriz. Segundo o tio da jovem, o aparelho não foi encontrado no local.

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Família não tem notícias da filha de Ana Beatryz

A tia afirmou que, no dia do crime, encontrou a filha de Ana Beatryz no local, mas não saber informar se a criança de um ano presenciou as agressões contra a mãe.

Os familiares de Ana também disseram não ter informações claras sobre o paradeiro da criança após o ocorrido. Segundo a tia, a menina estaria com parentes do suspeito, pai da criança.

Não há denúncias a respeito do envolvimento de familiares do suspeito no crime ou em uma eventual fuga. A Itatiaia tenta contato com a família do jovem e informa que o espaço segue aberto.

Suspeito já teria ameaçado a vítima

O tio de Ana Beatriz, Reginaldo Gomes, afirmou que a jovem e o suspeito estavam separados havia aproximadamente seis meses. Segundo ele, após o fim do relacionamento, o homem teria insistido em uma reconciliação.

Ainda segundo Reginaldo, o suspeito chegou a procurar a família da jovem para tentar reatar o relacionamento.

“Tem um vídeo que mostra ele na porta da casa dela a noite inteira, ele lá mofando”, afirmou.

Família pede justiça

Abalados, os familiares afirmam que esperam a prisão do responsável pela morte de Ana Beatriz.

“Justiça, queremos justiça. Isso aí, ele vai pagar”, afirmou Marilene.

“Eu nunca fui fã dele, ao longo desses 5 anos ele nunca dormiu na minha casa, porque eu não tinha confiança nele, meu coração nunca bateu com o sistema dele”, disse o pai.

Confira a nota da PCMG

"A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que, assim que acionada, na noite de ontem (7/9), deslocou equipe da perícia oficial até o bairro Xangrilá , em Ribeirão das Neves, em razão de feminicídio registrado no local. Os peritos realizaram a coleta de vestígios e informações que subsidiarão as investigações. O corpo da vítima, uma mulher de 21 anos, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal André Roquette, para exames. Não houve conduzidos à delegacia, até o momento. Outras informações poderão ser repassadas após os procedimentos de polícia judiciária"

Relembre o caso

  • Nesta segunda, Ana teria ido até a casa do ex-companheiro buscar a filha, acompanhada de um funcionário da distribuidora da família dela 
  • Segundo o funcionário, ele permaneceu no local por cerca de 20 minutos
  • Como Ana demorou a sair ele ligou para a tia dela, que disse para ele voltar para o trabalho e que, depois, um motorista de aplicativo buscaria a vítima.
  • Segundo o relato do trabalhador, não havia sinais de briga naquele momento
  • Já um primo e vizinho do suspeito contou que ouviu uma discussão na casa, porém, como o casal já possuía histórico de brigas e desentendimentos, ele não foi ao local ver o que estava acontecendo
  • Após perceber que a discussão tinha terminado e que estava tudo em silêncio, ele foi até a casa, onde encontrou a jovem sem vida
  • O suspeito fugiu do local
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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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