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'Nunca fui fã dele', diz pai de jovem agredida e morta por ex na Grande BH

Pai de Ana Beatryz, morta aos 21 anos, acredita que crime foi premeditado e diz estar 'sem chão' com as agressões; suspeito fugiu

Por e 
Ana Beatryz foi morta após ser agredida pelo ex-companheiro na Grande BH • Reprodução

Em entrevista à Itatiaia, o pai de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, encontrada morta nesta segunda-feira (7), no bairro Xangri-Lá, na Grande BH, contou que está “sem chão” e declarou que nunca confiou no ex-companheiro da filha, apontado como principal suspeito.

Segundo os familiares, os dois ficaram juntos por cerca 4 anos, e estavam separados há 5 meses. E desde então, o suspeito vinha entrando em atrito com Ana por conta da separação e da guarda da filha do casal, uma bebê de um ano. 

“Eu nunca fui fã dele, ao longo desses 5 anos ele nunca dormiu na minha casa, porque eu não tinha confiança nele, meu coração nunca bateu com o sistema dele”, conta o pai.

Ana foi espancada e encontrada morta na casa do ex depois de ir buscar a filha. Segundo o pai, o crime foi premeditado:

“Ele teria que trazer a minha netinha aqui [casa onde Ana viva com a família]. Mas ele ligou para ela, e ela sempre mexendo no telefone, digitando, estava muito calada e nervosa”, relembra o pai.  Ana Beatryz decidiu ir até a casa do ex-companheiro buscar a filha, acompanhada de um funcionário da empresa da família. 

“Alguém chamou ela lá embaixo, ela desce, entra dentro da casa e aí ele vai e faz isso. Ele fez uma casinha para executar ela”, contou. 

Em análise preliminar, a perícia apontou que a morte da jovem foi causada por lesões na cabeça compatíveis com com socos e chutes. 

O suspeito fugiu do local e, até o momento, não foi encontrado. A filha do casal está com familiares do ex de Ana, pai da criança. 

‘Sem chão’

Para a Itatiaia, o pai de Ana Beatryz declarou ainda que, além de não confiar no ex da filha, chegou a alertá-la diversas vezes sobre o rapaz:

“Falei com ela várias vezes, a irmã dela também, demos conselho, mas, infelizmente, ela achou que era o melhor para ela e escolheu a própria sepultura”, lamentou.

Ainda em entrevista, a família cedeu imagens registradas há cerca de um mês, onde o ex aparece na porta da casa de Ana durante a madrugada, com plenos sinais de embriaguez. Segundo o pai da vítima, ele ficava na porta da casa esperando que ela saísse. Veja as imagens clicando aqui.

Por fim o pai relatou estar “sem chão” por ter que lidar com duas tragédias: “vai fazer 4 anos que eu perdi minha esposa, a mãe dela. Ou seja, duas tragédias ao longo de 4 anos, né?”, comentou.

O homem também pede justiça pela filha “Confio, em nome de Jesus, que esse cara vai ser pego de um jeito ou de outro”, finaliza.

Últimos momentos antes do crime

Nesta segunda, Ana teria ido até a casa do ex-companheiro buscar a filha, acompanhada de um funcionário da distribuidora da família dela. 

Segundo o funcionário, ele permaneceu no local por cerca de 20 minutos. Como Ana demorou a sair ele ligou para a tia dela, que disse para ele voltar para o trabalho e que, depois, um motorista de aplicativo buscaria a vítima. Segundo o relato do trabalhador, não havia sinais de briga naquele momento. 

Já um primo e vizinho do suspeito contou que ouviu uma discussão na casa, porém, como o casal já possuía histórico de brigas e desentendimentos, ele não foi ao local ver o que estava acontecendo.

Após perceber que a discussão tinha terminado e que estava tudo em silêncio, ele foi até a casa, onde encontrou a jovem sem vida.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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