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Homem é condenado a 41 anos de prisão por atear fogo e matar companheira em Minas

Crime ocorreu em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce

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Homem é condenado a 41 anos de prisão por atear fogo e matar companheira em Minas • Unsplash / Imagem ilustrativa

Um homem, de 46 anos, foi condenado a 41 anos de prisão pelo feminicídio da companheira. O crime ocorreu em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, em abril de 2025. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem ateou fogo na mulher e jogou ela em uma vala. 

Os jurados reconheceram as qualificadoras apontadas pelo MPMG: crime praticado com emprego de meio cruel e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O júri contou com a atuação da promotora de Justiça Carla Regina Goulart Salaro.

De acordo com a denúncia da Promotoria de Justiça, condenado e vítima mantinham um relacionamento de dois anos. Em janeiro de 2025, eles terminaram por causa de discussões sobre morar juntos. Segundo o MPMG, pouco tempo depois, eles reataram o relacionamento com o objetivo de mudar para Colniza, no Mato Grosso, onde a vítima já havia morado.

Para isso, foi acordado que o homem investiria R$ 300 mil obtidos a partir da venda de terras e a mulher contribuiria com o valor de R$ 55 mil, total que ela chegou a transferir para o companheiro. Para que fossem para o Mato Grosso, no dia 22 de abril de 2025, o réu buscou a vítima por volta de 5h30, mas eles não seguiram para Colniza, segundo o Ministério Público. 

A investigação indicou que o casal passou por diversas cidades mineiras em um período de 24 horas. De acordo com o MPMG, a vítima foi mantida por quase todo o tempo dentro do veículo sob agressões e o laudo da necropsia apontou que ela sofreu uma fratura na mandíbula.

Em seguida, na Zona Rural de Governador Valadares, o homem ateou fogo na mulher e jogou ela em uma vala. Um casal que passava pelo local viu o corpo da vítima em chamas e acionou a Polícia Militar. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a perícia constatou que a vítima morreu carbonizada.

“Para o MPMG, tudo foi planejado pelo réu com o objetivo de obter vantagem financeira, ao simular a concordância em mudar de estado para se apropriar dos R$ 55 mil transferidos pela então companheira”, afirma o órgão. 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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