Família de idosa morta na Região Leste de BH revela mensagens suspeitas: 'Me fez desconfiar'
Parente aponta indícios de proximidade com autor do crime; perícia confirma ferimento por faca no pescoço de Rosana Gonçalves de Araújo, de 64 anos, no bairro Granja de Freitas

A família da idosa Rosana Gonçalves de Araújo, de 64 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Granja de Freitas, na Região Leste de Belo Horizonte, na noite dessa segunda-feira (27), acredita que ela conhecia o autor do crime e contou que mensagens de WhatsApp levantaram o alerta. A perícia constatou que a vítima foi morta com um golpe de faca no pescoço.
À reportagem da Itatiaia, uma familiar, que não será identificada, afirmou que poucos objetos foram mexidos na residência, o que levanta dúvidas sobre a motivação do crime.
“A casa não estava mexida. A única coisa era onde ela guardava o cartão do banco, com os comprovantes todos em cima da cama, do jeitinho que ela organizava. E o telefone dela foi levado. Inclusive, esse covarde conversou comigo se passando por ela enquanto estava com ela”, relatou, na manhã desta terça-feira (28).
'Mandava tudo por áudio'
Segundo familiares, Rosana costumava se comunicar pelo WhatsApp apenas por áudios. No entanto, horas antes de o corpo ser encontrado, a nora da vítima recebeu uma mensagem digitada pedindo R$ 3 mil e estranhou.
“Ela tinha dificuldade para escrever, mandava tudo por áudio. Até um ‘tá bom’, ela gravava. E a pessoa escreveu, me pedindo um iPhone para vender [a familiar havia anunciado um aparelho no status do WhatsApp]. Isso me fez desconfiar, porque eu tinha postado há pouco tempo que estava vendendo um iPhone. E ainda escreveu ‘iPhone Pro’. Ela não saberia diferenciar isso, nem escrever dessa forma”, disse.
A familiar contou que percebeu diferenças no tom da conversa e tentou falar com a vítima, mas foi informada de que o celular estava com problema de áudio. Também estranhou o fato de a pessoa demonstrar saber detalhes da vida dela, como onde morava.
Após cerca de uma hora de troca de mensagens, concluiu que não se tratava de Rosana e pediu a uma vizinha que fosse até a casa.
No local, a idosa foi encontrada na cozinha, vestindo apenas roupa íntima, já sem vida e com grande quantidade de sangue. A perícia constatou que ela foi morta com um golpe de faca no pescoço.
Autor seria conhecido da vítima
A familiar também acredita que a vítima conhecia o autor do crime. “Eu não acredito em crime sexual. Pelo que vi, ela estava indo tomar banho. A roupa estava separada no banheiro, e ela estava de toalha. Ela não abria a porta para qualquer pessoa desse jeito. Ela abriu a porta para alguém que conhecia”, afirmou.
De acordo com a família, a última vez que Rosana foi vista foi no último sábado (25), quando visitou uma parente internada em um hospital da capital.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso e busca esclarecer a autoria e a motivação do crime.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




