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Estiagem não reduz alerta contra a dengue em Belo Horizonte

Prefeitura já realizou 2,5 milhões de vistorias em imóveis neste ano e reforça ações de prevenção antes da chegada do período de chuvas

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Vacina contra dengue é suspensa
Vacina contra dengue é suspensa • Banco de Imagens I Pixabay

Mesmo durante o período de estiagem, Belo Horizonte mantém e intensifica as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Segundo a Prefeitura, cerca de 2,5 milhões de vistorias em imóveis já foram realizadas na capital neste ano.

Durante as visitas, os agentes de combate às endemias orientam os moradores sobre os riscos do acúmulo de água, eliminam possíveis criadouros e, quando necessário, aplicam biolarvicidas.

De janeiro a julho, Belo Horizonte registrou 1.734 casos de dengue. Apesar de o número ser considerado baixo em comparação com anos anteriores, a circulação do vírus e a presença do mosquito mantêm o alerta para a possibilidade de aumento da transmissão.

Segundo o diretor de Zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Viana, o período de estiagem é importante para reforçar as ações de prevenção e preparar a cidade para a chegada da primavera, do verão e do período chuvoso. “Nós estamos com as ações intensificadas no sentido de nos prepararmos para o reinício da fase mais quente, a entrada da primavera e verão e o reinício das chuvas”, explicou.

Método Wolbachia é uma das estratégias

Além das vistorias nos imóveis, a Prefeitura de Belo Horizonte utiliza outras estratégias de controle do mosquito. Uma delas é o Método Wolbachia, que utiliza mosquitos portadores da bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, chikungunya e zika.

De acordo com Eduardo Viana, os mosquitos com a bactéria são liberados no ambiente e, ao se reproduzirem com a população local, contribuem para a formação de uma população de mosquitos com menor capacidade de transmitir as doenças.

A Prefeitura também desenvolve ações educativas em escolas, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, além de mutirões de limpeza realizados pela SLU e ações integradas com a Defesa Civil, Guarda Municipal e fiscalização urbanística.

O objetivo é retirar materiais que possam acumular água, principalmente em áreas que apresentam maior risco de formação de criadouros.

Diretor de Zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Viana • Fabiano Frade/Itatiaia
Diretor de Zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Viana • Fabiano Frade/Itatiaia

População deve receber agentes de endemias

Para o diretor de Zoonoses, a participação da população é fundamental no controle do Aedes aegypti. Ele orienta os moradores a receberem os agentes de combate às endemias, que devem estar devidamente uniformizados e identificados. A vistoria permite que os profissionais encontrem situações de risco dentro dos imóveis e orientem os moradores sobre as medidas necessárias para eliminar possíveis criadouros.

Como denunciar imóveis em situação de risco

A população também pode ajudar a identificar imóveis abandonados, lotes vagos ou outros locais que possam favorecer a proliferação do mosquito.

A orientação é não entrar ou tentar limpar o imóvel por conta própria, já que isso pode caracterizar invasão de propriedade.

O morador deve anotar o endereço e solicitar uma vistoria à Prefeitura de Belo Horizonte. A solicitação pode ser feita inclusive de forma anônima, pelos canais oficiais da administração municipal, pelo portal de serviços ou pelo telefone 156.

As equipes responsáveis podem realizar a vistoria e acionar outros órgãos municipais quando forem necessárias medidas adicionais para eliminar ou reduzir o risco sanitário.

Dengue em Minas Gerais

O alerta também vale para todo o estado. Em 2026, Minas Gerais já registrou mais de 43 mil casos confirmados de dengue e 43 mortes pela doença.

Com a aproximação do período de chuvas, a orientação das autoridades de saúde é que os cuidados sejam mantidos mesmo durante a estiagem. A eliminação de recipientes e locais que possam acumular água continua sendo uma das principais medidas para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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