Disputa entre facções altera linhas de ônibus e reforça policiamento no Barreiro, em BH

Ataques recentes aumentam tensão entre Vila Cemig e Conjunto Esperança; circulação de vídeos com ameaças e mortes elevam clima de insegurança

Escalada de violência entre facções preocupa moradores do Barreiro

O policiamento segue reforçado nas regiões da Vila Cemig e do Conjunto Esperança, no Barreiro, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (20). As duas áreas têm sido palco de uma disputa violenta entre facções criminosas.

Segundo a Polícia Militar (PM), na Vila Cemig atuam traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV), enquanto no Conjunto Esperança a atuação é do Terceiro Comando Puro (TCP).

Nessa segunda-feira (19), circularam nas redes sociais imagens com um suposto “código de conduta” imposto por criminosos na Vila Cemig. No comunicado, motoristas são orientados a baixar os faróis dos veículos e acender as luzes internas. O texto afirma que quem não seguir a regra será monitorado e também pede que moradores do Conjunto Esperança evitem circular pela Vila Cemig.

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Por questões de segurança, o itinerário das linhas de ônibus 319 e 332, que passam pela Vila Cemig, foi alterado ontem.

A disputa começou no dia 4 de dezembro, quando um grupo armado ligado ao CV, usando uniformes semelhantes aos da Polícia Civil, atacou o Conjunto Esperança.

A ação deixou dois mortos, um de cada lado, e nove pessoas feridas.

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Desde então, a violência tem se intensificado. No dia 11 de janeiro, um ataque do TCP na Vila Cemig resultou na morte de Cirilo Mendes Pereira, de 41 anos, que não seria o alvo da ação. No último domingo, um novo ataque deixou um adolescente de 17 anos ferido, e disparos de fuzil atingiram o freezer de uma padaria.

Ontem, traficantes da Vila Cemig tentaram matar um morador do Conjunto Esperança, mas a vítima não foi atingida.

Também nessa segunda-feira, militares do GEPAR 11, do 41º Batalhão, prenderam quatro suspeitos ligados ao Comando Vermelho na Vila Cemig. Dois adultos foram presos e dois adolescentes, de 16 e 17 anos, apreendidos.

Com o grupo, foram encontradas duas armas de fogo — uma pistola 9 mm e uma .380 —, além de uma barra de maconha, pinos de cocaína e uma máscara de palhaço, que, segundo a polícia, teria sido usada nos ataques.

Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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