Detento é esquartejado dentro de cela em presídio de Muriaé-MG
Autor confessou o crime; vítima e suspeito mantinham relacionamento e histórico de violência

Crime com extrema violência
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), durante a conferência matinal no Pavilhão IV, policiais penais encontraram partes do corpo da vítima espalhadas pela galeria, do lado de fora da cela 09.
No interior da cela, o cenário indicava elevado grau de violência. O corpo estava desmembrado, com a cabeça posicionada ao lado do tronco. Um dos olhos havia sido retirado, e a língua foi encontrada dentro de uma marmita.
Ainda conforme o registro, a perícia identificou que foram utilizados uma faca artesanal — feita a partir de uma chapa de metal retirada da porta da cela —, uma lâmina de barbear e tiras de lençol.
Em depoimento, o suspeito afirmou que aplicou um golpe conhecido como “chave de pescoço” na vítima até deixá-la desacordada e, em seguida, utilizou as tiras de tecido para provocar a morte. Após o óbito, ele realizou o esquartejamento.
Relacionamento entre vítima e autor
Após a confirmação da morte, Bila foi encaminhado para uma cela de isolamento e apresentado à autoridade policial. O corpo de Deyon foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
A direção da unidade prisional instaurou procedimentos administrativos para investigar o caso.
Na madrugada desta quinta-feira (2), policiais penais foram acionados para comparecerem a uma das celas e, ao chegarem, encontraram partes do corpo de Deylon na entrada e no interior do local. Ele ocupava a cela com outro detento, que assumiu a autoria do homicídio e responderá administrava e criminalmente pelo crime. Deylon possuía passagens pelo sistema prisional desde 2015, e havia sido admitido na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior em agosto de 2025. A direção da unidade prisional instaurou procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias da ocorrência. As investigações criminais são de responsabilidade da Polícia Civil.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.




