Dengue em BH: quem já teve a doença pode se vacinar? Entenda
A campanha de vacinação começa nesta terça-feira (27), com todos os 152 postos de saúde abertos para receber crianças

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou o início da campanha de vacinação contra a dengue de crianças de 10 e 11 anos de idade e, com isso, dúvidas surgiram. Uma delas é: quem teve a doença pode buscar pelo imunizante?
A administração municipal esclarece que a reposta é sim. “A recomendação da vacina nesta população é especialmente indicada por ter melhor resposta imune à vacina e por ser população de maior risco para dengue grave”, informou.
Agora, caso a criança tenha sido diagnosticada com dengue, recentemente, a recomendação é que ela aguarde seis meses (após o início dos sintomas) para tomar a primeira dose.
Ainda segundo a PBH, se a infecção com o vírus ocorrer após a primeira dose, a segunda pode ser administrada normalmente, desde que em um intervalo superior a 30 dias do início dos sintomas.
49,5 mil doses
A aplicação da dose da vacina é gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, a prefeitura recebeu 49,5 mil doses do imunizante Qdenga, que serão destinados a 48 mil crianças nesta faixa etária.
Conforme o esquema vacinal do imunizante, são necessárias duas doses da vacina, portanto, é necessária uma nova remessa para que a imunização seja completa. Segundo informações do Ministério da Saúde, a segunda dose deve ser aplicada três meses após a primeira.
Belo Horizonte decretou epidemia de dengue em 7 de fevereiro, com mais de 6 mil casos confirmados e a constante alta nas hospitalizações.
Pais, mães ou outros responsáveis devem acompanhar as crianças no dia da vacinação. Para isso, é preciso apresentar o documento de identificação da criança - carteira de identidade ou certidão de nascimento -, bem como o CPF, comprovante de endereço e cartão de vacinação.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a vacina pode ser administrada simultaneamente com outros imunizantes que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação.
*com informações de Lucas Pavanelli
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.



