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Delegada investigada por emprestar viatura ao marido em BH tem licença médica renovada

A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (1º), mas é válida desde 25 de junho

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DELEGADA EMPRESTA VIATURA MARIDO BH
Renan Rachid Silva Vieira e Wanessa Santana Martins Vieira • Reprodução | Redes Sociais

Wanessa Santana Martins Vieira, delegada investigada por ter emprestado a viatura para o marido, teve a licença médica renovada por mais 25 dias. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (1º), mas é válida desde 25 de junho, segundo consta no documento. 

Durante esse tempo de licença  para tratamento de saúde, a servidora mantém o recebimento de sua remuneração integral, conforme prevê a legislação para casos de afastamentos médicos de servidores públicos estaduais. Ela está de licença desde o dia 11 de abril. 

De acordo com o Portal de Transparência, em maio deste ano, último mês disponível para a consulta, a delegada recebeu um salário de R$ 19.278,13.

Como foi o caso?

A delegada e seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram detidos em flagrante no dia 10 de março de 2026. Renan foi abordado pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais enquanto dirigia uma viatura descaracterizada da instituição na Avenida Antônio Carlos, região da Pampulha, utilizando a faixa exclusiva de ônibus.

Segundo as investigações, ele utilizava o veículo oficial para deslocamentos pessoais e profissionais, chegando a se passar por policial civil em ocasiões anteriores para intimidar algumas pessoas.

 Por ser a responsável direta pelo veículo, a delegada foi presa em sua residência e encaminhada à casa de custódia da Polícia Civil. Ambos foram autuados pelo crime de peculato, que consiste na apropriação ou desvio de bens públicos por funcionário público para proveito próprio ou alheio.

No dia seguinte às prisões, porém, a Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória ao casal mediante o pagamento de uma fiança de R$ 5,6 mil para cada um. Entre as medidas cautelares impostas, eles estão proibidos de se ausentar das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial. 

Além do processo criminal e do afastamento médico, a delegada também teve sua transferência de unidade determinada administrativamente, enquanto a Corregedoria apura o desvio de conduta funcional.

 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.