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Cocaína representa mais de 90% das drogas apreendidas pela Receita Federal em Minas

Foram 384,74 quilos de drogas apreendidos no estado entre janeiro e junho; volume é menor que o registrado no mesmo período de 2025

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Entre janeiro e junho, foram retirados de circulação 384,74 quilos de drogas no estado
Entre janeiro e junho, foram retirados de circulação 384,74 quilos de drogas no estado • Imagem ilustrativa/Canva

A cocaína foi a droga mais apreendida pela Receita Federal em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram retirados de circulação 384,74 quilos de drogas no estado. Desse total, 379 quilos eram de cocaína. Também foram apreendidos 5,49 quilos de maconha e 300 gramas de outros tipos de drogas. Com isso, a cocaína representou mais de 90% do total de entorpecentes apreendidos pela Receita Federal em Minas no período.

Apesar do volume expressivo, o resultado é menor na comparação com o primeiro semestre de 2025. Segundo o delegado da Alfândega de Belo Horizonte e auditor fiscal Flávio Machado, a diferença é explicada principalmente por uma apreensão recorde realizada no ano passado.

“Em relação ao ano de 2025, houve um decréscimo, porque no ano de 2025 houve uma apreensão recorde feita pela Receita Federal de cocaína sendo exportada por meio de carga. Essa carga era de 1 tonelada e 230 quilos, que nós identificamos como cocaína. Ainda assim, os 379 quilos de 2026 são bastante representativos enquanto apreensão de drogas pela Receita Federal”, explicou Flávio Machado.

Drogas são encontradas em diferentes tipos de transporte

O delegado da Alfândega de Belo Horizonte e auditor fiscal disse, ainda, que a Receita Federal atua em diferentes frentes de fiscalização. As drogas podem ser encontradas em bagagens de passageiros, encomendas transportadas por empresas e pelos Correios, além de cargas que passam por recintos alfandegados.

Também são realizadas operações nas estradas em parceria com outros órgãos de segurança, como a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal. “As drogas são apreendidas em todos os tipos possíveis de local, da bagagem quando vem com viajante, até as encomendas fiscalizadas nas transportadoras e nos Correios. A gente tem um trabalho realizado nas estradas, em parceria com outros órgãos, como a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal.”

Segundo o auditor fiscal, a fiscalização também permite identificar tentativas de exportação de drogas e de entrada de entorpecentes no país escondidos em meio a outras mercadorias.

Apreensão afeta o crime organizado

Para o delegado da Alfândega de Belo Horizonte, a retirada das drogas de circulação representa não apenas uma ação de segurança, mas também um impacto financeiro sobre as organizações criminosas. “Tirando uma quantidade maior de droga de circulação, estrangulando o retorno financeiro do crime organizado e trazendo um maior retorno de segurança e de proteção a toda a sociedade.”

As ações de fiscalização da Receita Federal fazem parte do trabalho de combate ao tráfico de drogas e de controle das mercadorias que entram e saem do país.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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