A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou dois terremotos no interior de Minas Gerais nesta terça-feira (17). O primeiro tremor de terra aconteceu às 10h11, com magnitude 2.4, e o segundo se deu às 19h28, com uma magnitude um pouco maior, de 2.5 na escala Richter.
Os abalos sísmicos foram registrados próximos ao município de Felixlândia, a cerca de 190 km de Belo Horizonte, na região Central de Minas. Segundo a RSBR, apesar do registro, os tremores de terra foram fracos e não puderam ser sentidos pelos moradores da região.
Com os tremores desta terça, Minas Gerais teve o terceiro sismo registrado apenas em uma semana. Na última quarta-feira (11), a cidade de Montes Claros, no Norte do estado, registrou um tremor de magnitude 3.0.
A frequência, porém, é vista como ‘normal’ por especialistas da área. Segundo Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Minas Gerais é o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explicou o profissional.
Como os terremotos são medidos e registrados?
Os abalos sísmicos foram registrados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira e analisados pelo Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo). Coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil, a RSBR é responsável por monitorar a sismicidade de todo o território nacional por meio de quase 100 estações sismográficas.
As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON).
Como funciona a escala Ritcher?
A Escala Richter é uma ferramenta matemática utilizada para medir a magnitude (o tamanho real) de um terremoto. A escala quantifica a energia liberada no foco do tremor através da análise de ondas registradas por sismógrafos. Trata-se de uma escala logarítmica, o que significa que cada aumento de um grau representa um tremor dez vezes maior em termos de amplitude de onda.
Embora tecnicamente não possua um limite máximo, na prática, os registros de tremores nunca ultrapassaram o valor de 10, sendo o maior sismo já registrado o do Chile, em 1960, que atingiu 9.5 graus.
No Brasil, o maior evento registrado ocorreu em 1955, no Mato Grosso, com magnitude 6.2.