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Ciclone terá impactos na Zona da Mata, Grande BH, Sul e Triângulo

Conforme o Climatempo, a nova frente fria avançará sobre a Região Sudeste a partir de quarta-feira (8)

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Grande BH pode ter chuva e frio na próxima semana
Grande BH pode ter chuva e frio na próxima semana • Talyssa Lima/Itatiaia

Cidades da Grande BH e da Zona da Mata podem sofrer com os efeitos do ciclone extratropical que vai se formar e se deslocar a partir da próxima semana. O alerta foi divulgado pelo Instituto Climatempo nesta Sexta-Feira da Paixão. A previsão é de mais chuva e frio.

“Entre os dias 6 e 7 de abril de 2026, um novo ciclone extratropical e uma frente fria vão se organizar entre o Brasil, o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. Até o dia 10 de abril, em diferentes formas e intensidades, estes sistemas terão impacto no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil”, diz o comunicado.

Conforme o Climatempo, a nova frente fria avançará sobre a Região Sudeste a partir de quarta-feira (8). “Neste dia, são esperadas fortes pancadas de chuva sobre São Paulo, no Triângulo Mineiro, no Sul de Minas, em áreas da Zona da Mata Mineira, na Grande BH e no Centro-Sul do Rio de Janeiro. Na quinta-feira, 9 de abril, esta frente fria continua avançando sobre a Região Sudeste, espalhando fortes pancadas de chuva sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas a instabilidade diminui em São Paulo”.

Além da Região Sudeste, estados do Centro-Oeste vão sentir os efeitos do ciclone.

“Outro estado que vai sentir os efeitos da formação do ciclone extratropical e da frente fria será o Mato Grosso do Sul, onde fortes pancadas de chuva devem se espalhar pelo estado durante a terça-feira, 7 de abril. Há risco de rajadas de vento moderadas a fortes. Por causa desta nova frente fria, também haverá condições para fortes pancadas de chuva na quarta e na quinta-feira, 8 e 9 de abril, sobre Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal”, destaca outro trecho da nota.

Ventania e mar agitado

O ciclone também vai provocar ventania no Sudeste e no Sul. O Climatempo aponta que as rajadas de vento associadas a ciclone extratropical podem superar os 100 km/h na costa do Uruguai, da província de Buenos Aires e na região oceânica do extremo sul do Brasil.

O instituto destaca que, durante a quarta-feira (8), o ciclone extratropical vai se deslocar em alto-mar, na costa do Rio Grande do Sul, afastando-se do Brasil. Mesmo assim, toda a costa da Região Sul do Brasil terá fortes rajadas de vento e mar bastante agitado.

“Durante a quinta-feira, 9 de abril, este ciclone extratropical continua se afastando do Brasil, deslocando-se em mar aberto, já longe do litoral do Sul do Brasil. Ventos moderados a fortes ainda devem ser observados pela costa do Sul e do Sudeste do Brasil, mas com rajadas que não devem superar os 65 km/h. Na sexta-feira, 10 de abril, o ciclone extratropical estará em águas oceânicas, longe do Brasil, e não há mais risco de ventos fortes na costa do Sul e do Sudeste”, resume o texto.

O que é um ciclone extratropical?

O fenômeno é caracterizado por um sistema de baixa pressão atmosférica que ocorre em latitudes médias, ou seja, longe da região equatorial. A ocorrência de ciclones extratropicais é comum na Europa, América do Norte e Ásia, mas também pode ocorrer em países como o Brasil.

Normalmente, o ciclone é acompanhado por fortes ventos e chuvas intensas. Em algumas regiões, é possível nevar. Os ciclones extratropicais geralmente se formam a partir da diferença de temperatura entre a região equatorial e as latitudes médias. Isso ocorre porque o ar quente da região equatorial sobe, enquanto o ar frio das latitudes médias desce, criando uma zona de conflito que pode gerar os ciclones.

Os ciclones extratropicais são diferentes dos ciclones tropicais, que ocorrem em regiões próximas ao equador. Os ciclones tropicais são mais conhecidos como furacões, tufões ou ciclones, e são caracterizados por ventos que atingem velocidades extremamente elevadas.Já os ciclones extratropicais são geralmente menos intensos, mas podem causar danos significativos em áreas habitadas.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.