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Chuva na Zona da Mata de Minas: veja atualização de mortes, desaparecidos e desabrigados

Itatiaia fará atualizações em tempo real à medida que prefeituras e Corpo de Bombeiros divulgarem novos balanços

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Cidades da Zona da Mata de Minas estão debaixo d'água e de muita lama
Cidades da Zona da Mata de Minas estão debaixo d'água e de muita lama • PABLO PORCIUNCULA / AFP

Foram registradas 68 mortes na Zona da Mata de Minas Gerais em decorrência das chuvas históricas entre segunda (23) e terça-feira (24).

Os dados foram confirmados pelo Governo de Minas, pelas prefeituras envolvidas na operação de resgate e pelo Corpo de Bombeiros: são 62 mortes em Juiz de Fora e seis óbitos em Ubá. Outras cinco vítimas estão desaparecidas nas duas cidades.

Juiz de Fora

  • 62 mortes
  • 3 pessoas não localizadas
  • 0 desabrigados*
  • 3.000 desalojados**

Ubá

  • 6 mortes
  • 2 pessoas não localizadas
  • 500 desabrigados*
  • 1.200 desalojados**

    * Desabrigada é a pessoa que foi obrigada a abandonar sua habitação, de forma temporária ou definitiva, e necessita de abrigo público.
    ** Desalojada é a pessoa que foi obrigada a abandonar sua habitação, de forma temporária ou definitiva, e não carece de abrigo público. Em geral, vai para a casa de amigos ou parentes até a resolução do problema.

O trabalho das equipes de resgate segue 24 horas por dia e, em entrevista à Itatiaia nesta quarta-feira (25), o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, afirmou que as chances de encontrar sobreviventes em Juiz de Fora e Ubá diminuíram com o passar do tempo, embora as buscas não tenham sido interrompidas.

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Chuvas muito acima da média em Juiz de Fora

Ainda na madrugada de terça-feira (24), a Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública diante da gravidade das chuvas intensas e persistentes que atingem o município. Segundo a administração municipal, o volume acumulado chegou a 584 milímetros, tornando fevereiro o mês mais chuvoso da história da cidade.

Em alguns bairros, o acumulado em poucas horas foi extremo, com pico de cerca de 186,1 milímetros no bairro Nossa Senhora de Lourdes e registros entre 130 mm e 170 mm em outras regiões.

Para se ter uma ideia, a média esperada para todo o mês de fevereiro em Juiz de Fora, segundo o Inmet, é de 170,3 mm.

Imagens impressionantes em Ubá

Já Ubá, que fica a cerca de 100 km de Juiz de Fora, registrou aproximadamente 170 milímetros de chuva em cerca de três horas, de acordo com a Prefeitura. O volume elevado provocou a maior inundação dos últimos anos.

O Rio Ubá atingiu 7,82 metros, causando alagamentos e inundações em uma extensa área urbana, com impacto em diversos bairros, ruas e estabelecimentos comerciais, além de comprometer a prestação de serviços essenciais. A cidade também decretou estado de calamidade pública.

Por lá, imagens impressionantes mostram caixões sendo levados pela força da enxurrada, carros arrastados de uma concessionária e idosos sendo resgatados de uma casa de repouso.

Matias Barbosa

A Prefeitura de Matias Barbosa também suspendeu os serviços de educação e saúde e decretou estado de calamidade pública. Imagens aéreas mostram a cidade completamente alagada.

Com cerca de 14 mil habitantes, o município fica a aproximadamente 10 km de Juiz de Fora (MG) e 120 km de Ubá. O nível da água subiu rapidamente, pegando moradores de surpresa. O comércio local ficou totalmente inundado, resultando em perda total de estoques e equipamentos, além de deixar a cidade isolada.

O que provocou a chuva

Segundo o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Celutci, a tragédia foi resultado da combinação de uma massa de ar muito úmida, a passagem de uma frente fria e a temperatura do mar acima do normal, o que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece chuvas intensas a qualquer momento.

Apesar da previsão ampla, os eventos extremos tendem a ser localizados, e Juiz de Fora foi mais afetada por fatores como topografia complexa e encostas voltadas para o oceano, que recebem diretamente a umidade marítima.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.