Cemitério de Mulheres que viralizou na redes é ação do Governo de MG contra feminicídio
Executivo estadual alertou que os casos de feminicídio aumentaram 14,5% desde 2021; assunto surgiu a partir de uma conta no Instagram que fornecia serviços funerários apenas para mulheres

O "Cemitério de Mulheres" que viralizou nas redes sociais nos últimos dias não existe de fato. A publicação se trata de uma campanha do Governo de Minas Gerais para conscientizar a população em relação à violência contra a mulher e ao feminicídio. O Executivo estadual alertou que os casos de feminicídio aumentaram 14,5% desde 2021.
"Chegou o primeiro cemitério de mulheres. Para todas aquelas mulheres, vítimas de violência, que sempre começa meio escondida. Como homem manipulando, ameaçando, controlando dinheiro, cartão, celular, depois humilhando, ficando agressivo. A violência varia, mas o final é aqui. O cemitério é falso. A violência que mata mulheres é real. Quebre o ciclo da violência doméstica. Acione a Polícia Militar de Minas Gerais. Ligue 190", diz trecho do vídeo que desmentiu a existência do cemitério.
O assunto surgiu a partir de uma conta no Instagram que fornecia serviços funerários apenas para mulheres. A proposta viralizou e foi criticada por algumas pessoas. Ao desmentir a existência do cemitério, o Governo de Minas afirmou: "Mais absurdo do que um cemitério de mulheres é o feminicídio", disse.
No site intitulado "Cemitério das Mulheres", o governo explicou que a violência doméstica aprisiona a vítima em um ciclo perigoso. "A tensão no relacionamento aumenta, ele explode, depois volta arrependido e diz que vai mudar. A mulher tem "pena" do abusador e acredita que tudo vai ser diferente. Esse momento dificulta quebrar o ciclo, porque reativa o afeto e a ideia de que aquele foi um episódio isolado. Mas veja como o ciclo se repete", afirmou.

Ainda segundo o governo, a maior parte das vítimas de feminicídio não reconhece ou é impedida de reconhecer que vive em situação de violência. Os dados mostram que 8 em cada 10 mulheres mortas não registraram denúncias anteriores.
"A violência não começa com agressão física. Observe os sinais: controle do dinheiro, das roupas, das amizades, ciúme demais, manipulação, discussões que mandam a mulher ser submissa", escreveu.
Saiba onde procurar ajuda
Centro Risoleta Neves de Atendimento às Mulheres (CERNA)
Atendimento psicológico e social, com advogadas à disposição.
(31) 3270-3235 e (31) 3270-3296
Rede SUS - Hospitais e Unidades de Saúde
Atendimento a vítimas com contracepção de emergência, tratamento de lesões e apoio psicológico. Basta ir à unidade mais perto de você.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
Unidades da Polícia Civil com acolhimento humanizado, proteção, apuração e investigação de crimes de violência doméstica, familiar e sexual contra as mulheres. Veja aqui a unidade mais próxima
Casa da Mulher Mineira
Registro de ocorrência, medidas protetivas, exames, rede de proteção e acolhimento para mulheres que precisam sair de casa.
De 2a a 6a, das 7h às 18h.
Av Augusto de Lima, 1845 - Belo Horizonte/MG.
Disque Denúncia 181
Gratuito e sigiloso para denunciar qualquer violência doméstica sem se identificar. Orientação, suporte e tira-dúvidas.
Ligue 190 - Polícia Militar
Para situações de emergência ou risco imediato.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



