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Caso Laudemir: ato em BH pede por justiça no dia do aniversário do gari

Trabalhador foi morto em 11 de agosto de 2025, quando tinha 44 anos

Por e 
Laudemir de Souza Fernandes, gari morto após briga de trânsito
Laudemir de Souza Fernandes tinha 44 anos quando foi morto • Reprodução/Redes Sociais

Nesta sexta-feira, (19), dia em que Laudemir de Souza Fernandes completaria 45 anos, vai ocorrer um ato público em memória do gari. Familiares e amigos do trabalhador, morto em 11 de agosto, vão se reunir para pedir por justiça. A manifestação será no Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul. O réu pela morte dele é Renê da Silva Nogueira Júnior, que está preso.

"O objetivo do ato é simples e urgente: cobrar a definição da data do júri e evitar que o caso seja esquecido com o passar do tempo (...)  Nós só queremos justiça. O Laudemir era um homem trabalhador, honesto, e tiraram a vida dele sem motivo. A gente não pode aceitar que isso fique impune", informou Liliane França, viúva do gari.

No ato, vai haver um parabéns simbólico para Laudemir, além da distribuição de rosas. "A mobilização não é sobre vingança. É sobre memória, dignidade e respeito por um trabalhador que teve a vida interrompida de forma tão violenta", afirma o comunicado da família.

Como foi o crime?

Em 11 de agosto, Laudemir foi baleado enquanto realiza uma coleta no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. O empresário Renê Júnior foi preso horas depois do crime no estacionamento da academia que frequentava, suspeito de ter sido o autor dos disparos. As investigações apontam que ele teria usado a arma da esposa, delegada da Polícia Civil, para cometer o crime.

Renê Júnior foi pronunciado em 28 de janeiro de 2026 em decisão proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, 1º Sumariante de Belo Horizonte. Com a decisão, o réu pelo assassinato do gari Laudemir será levado a júri popular.

Ao decidir pela pronúncia, a juíza considerou haver provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para o caso ser analisado pelo Conselho de Sentença. As qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas pela magistrada, que destacou a “frieza da conduta” e a “completa indiferença” demonstrada pelo acusado em relação à vida humana.

 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo