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Caso Beatriz Vitória: depoimento indica que jovem tentou fugir durante emboscada e ingeriu soda cáustica antes de ser morta

Investigação indica que feminicídio de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, teve motivação passional; adolescente que estaria envolvida relatou agressões que mulher sofreu antes do crime

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias do desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias do desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos • Redes Sociais

Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota — mulher, de 27 anos, encontrada morta em uma área de vegetação de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — tentou fugir no momento em que percebeu estar em uma "emboscada". Ela sofreu agressões, teve os braços amarrados com arames e, ainda viva, foi atingida por soda cáustica, ingerindo a substância. As informações obtidas pela reportagem da Itatiaia se baseiam na investigação do caso, citando o depoimento de uma adolescente, de 15 anos, suspeita de participação no crime.

Dois adultos estão presos preventivamente e são investigados pelo crime: Samuel Castro de Melo, de 18 anos, ex-namorado de Beatriz Vitória, e a atual namorada dele, Carla Luiza da Silva, de 23. A vítima estava desaparecida desde o dia 9 de outubro. O corpo dela foi encontrado enterrado em uma cova, no dia 21. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) considera a morte de Beatriz Vitória como feminicídio.

Em depoimento, a adolescente de 15 anos relatou que ocupava o banco traseiro do Volkswagen Up Branco, quando Beatriz Vitória entrou no veículo para se encontrar com Samuel, que estava dirigindo o carro. Em seguida, os braços da vítima foram amarrados e um pano foi colocado sobre a cabeça dela. No veículo também estava Carla Luiza, atual namorada de Samuel.

O grupo seguiu em direção à MG-020. Aproximadamente 20 minutos depois, Samuel entrou em uma estrada de terra no sentido da região conhecida como Cachoeira Palmeiras. Ainda segundo a adolescente, o veículo percorreu cerca de cinco quilômetros até chegar a uma área de lotes vagos conhecida como Terra dos Portugueses.

Em determinado momento, Beatriz Vitória foi surpreendida ao ter os braços amarrados com arames. O homem estacionou o veículo dentro de um lote, abriu o porta-malas e retirou objetos que a adolescente não conseguiu identificar. Ainda segundo o relato, Carla Luiza e Beatriz Vitória acompanharam Samuel para uma área mais distante, fora do campo de visão da adolescente.

Neste momento, a investigação aponta que Beatriz Vitória tentou fugir, mas foi perseguida e capturada por Samuel. A vítima ainda seguiu tentando retirar os arames dos próprios braços e foi atingida por água e soda cáustica. Exames constataram a presença da substância na garganta dela.

Aproximadamente três horas depois, Carla Luiza e Samuel retornaram ao veículo, mas sem Beatriz Vitória. As informações, baseadas no depoimento da adolescente — que também indicou o local onde o corpo da vítima estava — e em exames realizados durante a apuração do caso, expõem a possibilidade de que a vítima tenha sofrido tortura antes de ser morta, indicando a possibilidade de que a motivação do crime tenha sido passional.

Também foram realizados exames no corpo de Beatriz Vitória para confirmar se ela estaria grávida. Em um primeiro momento, os testes deram resultado "útero não gravídico", termo que se refere ao útero no estado fisiológico normal, fora do período de gestação. Entretanto, como a vítima foi encontrada em estado de decomposição, um novo exame (papiloscopia) será realizado para confirmar o resultado.

O velório de Beatriz Vitória está previsto para esta sexta-feira (23), no Cemitério Municipal de Jaboticatubas. A cerimônia terá duração de 30 minutos devido ao estado avançado de decomposição do corpo.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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