No dia a dia de pessoas com deficiência, é comum encontrar veículos estacionados irregularmente em vagas exclusivas para PCDs. O espaço é reservado para garantir acessibilidade e segurança, mas, na prática, nem sempre é respeitado.
Nessa segunda-feira (2), o Jornal da Itatiaia mostrou
Entre as dificuldades enfrentadas no trânsito, ela citou um ponto onde o problema é frequente: em frente à Escola Municipal Timbiras, na rua dos Timbiras, no bairro Lourdes, região Centro-Sul da capital.
A reportagem foi ao local para verificar a situação. Em cerca de 15 minutos, três carros foram flagrados estacionados na vaga exclusiva para pessoas com deficiência, sem autorização.
Dois motoristas admitiram estarem errados. Um deles, pai de aluno, afirmou que costuma parar onde encontra espaço disponível e sugeriu a criação de um sistema de embarque e desembarque rápido para facilitar o trânsito na porta da escola.
Outro condutor disse que estava apenas aguardando para iniciar corridas por aplicativo e pediu desculpas ao ser informado sobre a irregularidade. “Você está certo, estou saindo”, afirmou.
Falta fiscalização e consciência
O especialista em segurança no trânsito e professor do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG), Aguimar Bento Teodoro, avalia que o problema vai além da falta de informação.
“A cidade precisa ter infraestrutura que permita que todas as pessoas se locomovam com segurança e conforto. As vagas reservadas são uma forma de garantir acessibilidade a comércios, escolas e hospitais”, explica.
Segundo ele, a desobediência não ocorre por desconhecimento, já que as vagas são devidamente sinalizadas. “Eu acredito que muitas pessoas não respeitam por sensação de impunidade. A fiscalização não está em todas as vagas, e a chance de ser multado é pequena”, afirma.
Para o especialista, é preciso agir em duas frentes: ampliar a fiscalização e investir em campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito às vagas exclusivas.