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Brumadinho terá ônibus de graça; veja outros municípios que aderiram ao Tarifa Zero

De 34 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, apenas cinco já implantaram ao programa Tarifa Zero

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Projeto da Tarifa Zero vai ser votado na próxima sexta-feira (3) • Adão de Souza/PBH

O ano de 2023 vai chegando ao fim com várias cidades de Minas Gerais aderindo ao programa Tarifa Zero no transporte coletivo de ônibus. A da vez agora é a cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana, que vai ter passagem de graça em dezembro. O município de Sarzedo, também na Grande BH, está ajustando os últimos detalhes e a data deve sair em breve.

Pelas ruas de Belo Horizonte, a equipe da Itatiaia quis saber dos passageiros como a Tarifa Zero ajudaria a população caso fosse implantada na capital. E a resposta? Um alívio no bolso do belo-horizontino.

"Financeiramente ia ajudar bastante, principalmente no orçamento mensal, então ia ser vantajoso para o consumidor", diz Raimundo da Silva, que trabalha como Coordenador de Impressão.

Já para Lúcio Carlos Santana, morador do bairro Betânia, região oeste de Belo Horizonte, a tarifa de BH é a mais cara do Brasil.

"Passagem zero aqui para nós, ia ajudar todo mundo, né? Ajudava todos nós. A tarifa de Belo Horizonte é a mais cara do Brasil, uai. Não tem condições não."

Segundo o integrante do movimento Tarifa Zero BH, André Veloso, dos 34 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, cinco já implantaram, o movimento, Itatiaiuçu, Caeté, Ibirité, Mário Campos e São Joaquim de Bicas. Ainda de acordo com André, neste mês, de dezembro, Burmadinho na região metropolitana também irá aderir à tarifa, além de Sarzedo. Ao todo somando sete municípios.

Para André, o benefício Tarifa Zero é o primeiro passo para efetivar o transporte como um direito social.

"A principal barreira de acesso hoje é a barreira financeira. Se você for ao centro da cidade, você vai descobrir pessoas que estão em situação de rua ou de precariedade de moradia, porque vem da região metropolitana, não trabalham no centro e não têm dinheiro para voltar ou não têm horário. Então, quando você torna o transporte gratuito, você garante uma parte desse acesso. Mas isso não é o suficiente, né? Isso é o começo para a gente ampliar os horários, ampliar a qualidade, ampliar a acessibilidade do transporte."

A reportagem da Itatiaia procurou as prefeituras de BH e Sarzedo, mas até esta reportagem, não tivemos retorno.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.