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Após matar e decapitar a própria mãe em BH, suspeito 'tomou banho e foi dormir'

Homem confessou crime e contou que permaneceu na residência ao lado do corpo da vítima até a chegada da PM; suspeito ainda apontou diagnóstico de esquizofrenia

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Imagens cedidas à Itatiaia.

O homem preso por matar e decapitar a própria mãe em Belo Horizonte permaneceu dentro da residência após cometer o crime. Segundo os autos do processo que investiga o assassinato de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, o filho da vítima, identificado como Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, de 27, "tomou banho e foi dormir" logo após estrangular e esfaquear a mãe. A informação consta no depoimento prestado pelo suspeito à Polícia Civil e foi confirmada na decisão que manteve sua prisão preventiva.

Ainda segundo a investigação, o crime aconteceu na madrugada de domingo (21). O suspeito relatou que entrou no quarto da mãe enquanto ela dormia, a estrangulou, buscou uma faca na cozinha e desferiu diversos golpes antes de decapitá-la. Ele afirmou que toda a ação durou cerca de cinco minutos. Após o assassinato, Ritchie disse que tomou banho e foi dormir.

Ainda conforme seu depoimento, ele chegou a cogitar acionar a polícia, mas desistiu. O corpo permaneceu no imóvel até a tarde de segunda (22), quando familiares estranharam o desaparecimento da vítima e acionaram as autoridades. Além disso, ainda em seu depoimento, Ritchie contou à polícia que teria ouvido 'vozes' ordenando que ele cometesse o crime contra a sua mãe. 

"Ao ingressar no quarto, ela estava dormindo, ocasião em que a estrangulou. Em seguida, dirigiu-se à cozinha, apanhou uma faca e retornou ao quarto, onde passou a desferir golpes contra a vítima. Relatou que, após a morte, decapitou o corpo. Acrescentou que, durante as agressões, sua mãe dizia que lhe daria dinheiro. Após os fatos, tomou banho e foi dormir. Informou que as agressões tiveram início por volta das 4 horas da madrugada de domingo e que toda a ação durou aproximadamente cinco minutos", detalhou o processo.

Os militares foram chamados depois que parentes e vizinhos relataram não conseguir contato com Jussara. A mulher tinha o costume de visitar o pai aos domingos e também não compareceu ao trabalho, o que aumentou a preocupação. Sem obter resposta dos moradores, policiais arrombaram a porta do apartamento. Dentro do imóvel encontraram Ritchie. Questionado sobre o paradeiro da mãe, ele confessou imediatamente o crime e indicou onde estava o corpo.

De acordo com relatos da Polícia Militar, o suspeito chorou ao admitir o assassinato. Um tio de Ritchie afirmou à Itatiaia que o sobrinho chegou a cantar trechos de ópera ao falar sobre o ocorrido. Segundo familiares, o comportamento dele vinha apresentando alterações nos últimos meses. O suspeito, inclusive, relatou aos militares possuir diagnóstico de esquizofrenia, feito em Portugal. 

A Justiça considerou a brutalidade do crime um dos principais motivos para decretar a prisão preventiva. O magistrado destacou que a vítima sofreu estrangulamento, múltiplas facadas e posterior decapitação, circunstâncias que demonstram elevado grau de violência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do homicídio e aguarda a realização de exames periciais relacionados à condição mental do suspeito.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.