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Justiça mantém prisão de homem que decapitou a própria mãe em Belo Horizonte

Suspeito de 27 anos foi preso em flagrante após o crime e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta-feira (24)

Por e 
Reprodução

A Justiça de Minas Gerais determinou esta quarta-feira (24) a prisão preventiva de Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, de 27 anos, acusado de decapitar a própria mãe no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia. Com isso, o suspeito permanecerá preso enquanto o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (22) e chocou moradores da capital mineira pela violência. Segundo a Polícia Militar, Jussara foi morta e decapitada dentro da própria residência com uma faca de cozinha.

Como ocorreu o crime?

Mãe foi assassinada pelo filho dentro de casa • Imagens cedidas à Itatiaia
Mãe foi assassinada pelo filho dentro de casa • Imagens cedidas à Itatiaia

De acordo com a PM, vizinhos ouviram uma discussão entre mãe e filho e acionaram a corporação.

Quando os militares chegaram ao imóvel, o suspeito se recusou a abrir a porta. Os policiais precisaram arrombar a entrada da residência para acessar o local.

Segundo o sargento Ellys, Ritchie não resistiu à prisão e confessou o assassinato.

Quem era a vítima?

Jussara Maria Rodrigues da Cruz foi descrita pela família como uma mulher trabalhadora, comunicativa e extremamente dedicada aos filhos.

Em entrevista à Itatiaia, o irmão dela, Carlos Murilo Rodrigues, afirmou que a vítima sempre fez de tudo pelo filho acusado do crime.

"Minha irmã era super gente boa, popular, comunicativa, trabalhadora. Era mãezona, dava de tudo, dava a vida pelos filhos", disse.

Segundo ele, o carinho de Jussara pelo filho era incondicional.n"Ela amava a vida dele. Fez de tudo pelos filhos", afirmou.

Família relata episódios anteriores de agressividade

Na foto, Carlos Murilo e Jussara Maria Rodrigues. Eles eram irmãos • Amanda Antunes/ Itatiaia | Imagens cedidas
Na foto, Carlos Murilo e Jussara Maria Rodrigues. Eles eram irmãos • Amanda Antunes/ Itatiaia | Imagens cedidas

O irmão da vítima contou que, cerca de duas semanas antes do crime, o sobrinho teria protagonizado um episódio que já preocupava a família.

Segundo o relato, ele revirou a residência e deixou a mãe do lado de fora de casa durante uma noite fria. Na ocasião, Carlos chegou a acionar a Polícia Militar, mas foi interrompido pela própria irmã.

"Quando eu estava ligando para o 190, ela tomou o celular da minha mão. No mesmo instante em que se sentiu protegida pela chegada da polícia, ela já sentiu compaixão pelo filho", relatou.

Para ele, a atitude resume a personalidade da irmã. "Se ela errou, foi tentando acertar."

O que se sabe sobre o suspeito?

Segundo informações repassadas à Polícia Militar por vizinhos e familiares, Ritchie teria diagnóstico de esquizofrenia.

De acordo com o tio, os problemas de saúde mental teriam começado após um período em que ele viveu em Portugal com o pai.

A polícia também apura relatos de desentendimentos entre mãe e filho relacionados ao apartamento onde os dois moravam.

'Nunca vi algo tão cruel'

Policial reformado, Carlos Murilo Rodrigues afirmou que o crime o abalou profundamente mesmo após décadas de experiência na segurança pública.

"Como é que você vai imaginar uma coisa dessa? Um filho matar a própria mãe com um requinte de crueldade tão grande?", questionou.

Ele contou que ingressou na Polícia Militar em 1982 e que jamais havia se deparado com um caso semelhante.

"Já vi vários tipos de crimes, pessoas esquartejadas, assassinatos de diversas formas, mas nunca algo assim", disse.

Segundo ele, até mesmo os policiais que atenderam a ocorrência ficaram impactados com a cena encontrada dentro da residência.

"O filho amado, que tinha tudo. Sempre teve tudo à mão. Tinha o amor de todos. Ele chegar a um ponto de fazer isso com a própria mãe é muito difícil para a gente entender", lamentou.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.